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Seja gentil com mamãe romance Capítulo 7

Ansel insistia em fazer chamada de vídeo com Hogan todas as noites antes de ir para a cama. Embora não tivessem se visto pessoalmente antes, tinham um relacionamento muito próximo.

Hogan sorriu, amoroso, enquanto segurava o sobrinho nos braços e lhe dava um grande beijo na testa. Depois, fitou Laurel e falou descontente: "Por que você não me disse com antecedência que iria voltar? Poderíamos ter ido ao aeroporto buscá-los!".

Laurel o observou. Pouco antes do infeliz incidente que acontecera com ela, seu irmão tinha perdido as pernas em um acidente de carro e tivera que se recuperar no hospital.

Naquela época, Hogan era um aluno talentoso e conhecido da Universidade B e pensava que seria capaz de ter uma carreira de sucesso depois de se formar. Nunca havia cogitado sofrer um acidente. Desmoralizado, passou um tempo bastante deprimido e, em seus dias mais sombrios, chegara a pensar que morrer seria a melhor opção.

Mas, depois do infortúnio da família, a responsabilidade que teve de carregar sobre os ombros o ajudou a transformar o comportamento antes desanimado em uma visão mais calma e otimista do futuro.

Laurel enxugou as lágrimas e gritou: "Irmão!".

"Que bom que você voltou! Vamos, entrem!" Ao contrário de Clement e Meroy, o sofrimento físico e mental o tinham transformado em alguém mais resistente e calmo.

"Sim! Entrem!" Meroy entrou na casa com Ansel nos braçose continuou perguntando como eles estavam.

As lágrimas não paravam. "Laurel, é tudo culpa nossa. Se não fôssemos tão inúteis, vocês não teriam que sofrer tanto!"

Laurel se sentou ao lado da mãe, secando as lágrimas dela. "Mãe, está tudo bem agora! Por favor, pare de se culpar pelo passado! Venha, Ansel, sente-se ao lado da vovó!"

"Tá!" O menino saltou do banquinho e foi para o lado de Meroy. "Vovó, por favor, não chore!"

A senhora caiu na gargalhada. Que criança adorável ele era! Graças a Deus que Laurel o havia dado à luz naquela época!

Clement estava ansioso. Ele queria dar um abraço apertado na filha, mas não queria irritá-la. Simplesmente não tinha coragem de estender os braços.

Não conseguia mais manter a cabeça erguida na família depois do erro que havia cometido no passado. Agora, que sua vida estava chegando ao fim, ele sentia uma estranha sensação de alívio.

Mesmo tentando se conter, Laurel acabou ficando com olhos vermelhos. Como ele poderia estar bem se estava com câncer de pulmão em estágio avançado?

Começou a recordar a época na qual o pai a colocava nos ombros para andar de cavalinho, quando era uma menina.

Ela já havia se decidido. "Pai, me mostre seus registros médicos. Iremos ao hospital amanhã para fazer o tratamento!"

"Não. Essa doença não tem cura, e estou velho, de qualquer forma. Seria apenas desperdício de dinheiro!"

"Por favor, me escute desta vez!" O tom de Laurel foi duro.

"..." Clement de repente sentiu um pouco de medo da filha.

Ela tinha vivido modestamente no exterior nos últimos anos, então tinha conseguido economizar algum dinheiro. Mas o valor não era nem de longe suficiente para curar a doença do pai. Ela precisava encontrar um emprego aqui o mais rápido possível.

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