Quando o mordomo bateu à porta e entrou.
Felícia e Amanda haviam tido uma leve discussão; a primeira temia que a mídia estivesse de plantão no hospital, querendo escavar informações, preocupada que Amanda recebesse alta agora e isso deixasse claro que sua cabeça não sofrera nenhum dano sério; já a segunda pensava nos assuntos da empresa que aguardavam sua resolução, realmente não queria permanecer no hospital como se estivesse presa, sendo constantemente vigiada.
Dessa vez, Gustavo alinhou-se à filha. No caminho até ali, vira o que se dizia no Twitter, chegando a pensar que a esposa estava gravemente ferida, afinal, mencionaram concussão!
O mordomo sorriu discretamente.
Tudo aquilo que Felícia dissera nas redes — internação por concussão, ferimentos graves e afins — não passava de mentira.
Ele entregou três convites nas mãos de Felícia e se retirou.
Mãe e filha se entreolharam, confusas.
Gustavo ficou ainda mais surpreso, permanecendo atônito por dois segundos antes de, apressadamente e com muita reverência, acompanhar o mordomo até a saída do quarto.
“Família Alves?” Amanda nunca ouvira esse sobrenome.
Apesar de seu forte espírito empresarial, sua visão era limitada; sempre zelara apenas por seus próprios interesses em Mirante das Águas, sem compreender realmente a dinâmica de lugares como Cidade dos Arcos ou AraraAzul.
Felícia, demonstrando desdém, largou o convite ao lado: “Será que é aquela família Alves da Tatiana? O Rodrigo não tem esse sobrenome? Uma família tão insignificante se achando capaz de organizar um lançamento... E ainda tiveram a ousadia de nos enviar convites.”
Amanda também não demonstrou interesse pelo assunto.
Ela sequer prestou atenção ao local do evento; e, mesmo que tivesse, não saberia o significado da Rua Dezoito.
Mas Gustavo sabia.
Depois de acompanhar o mordomo até a porta, ele rapidamente voltou ao quarto: “Do que estão falando?”
Lembrando-se do breve diálogo que tivera com o mordomo da família Alves, Gustavo, ao mesmo tempo em que tentava ser cordial, ouvira sua esposa e filha menosprezarem a família Alves, tratando-os como insignificantes.
Sentiu-se extremamente constrangido e achou aquilo vergonhoso: “Vocês realmente não têm noção, sabem quem é a família Alves?”
Felícia ficou imediatamente atônita de susto.
Ela sempre se sentira inferior por não ter crescido em uma família tradicional abastada, especialmente diante dos pais, diante dos quais era sempre muito cautelosa ao falar, temendo ser motivo de vergonha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sem Fim: Saudade É Um Nome Desolador
Pq não atualiza no app está em 430...
Sério que parou novamente 😞 eu leio 3 livro no site e sempre q termino algum e vejo um novo do meu agrado eu leio, mas sem atualização fica difícil e me deixa decepcionada com o site...
Pelo amor de deus atualização por favor...
Pelo amor de deus postem novos capítulos...
No app ele tá em 350...
Aguardando mas atualizaçoes...
Preciso ler mas pfv atualizar...