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Sem Toque, Um Amor Desperdiçado romance Capítulo 107

Heitor dormiu por um tempo. Quando abriu os olhos, ele olhou ao redor do espaçoso e luxuoso interior da aeronave, que mais parecia uma suíte de hotel de alto padrão. Patrícia não estava lá.

Uma sensação de vazio tomou conta dele. Ele se lembrou de outros tempos, quando voltava para casa exausto de viagens de trabalho. Patrícia sempre tinha tudo preparado, e, ao acordar, sua figura gentil e acolhedora era a primeira coisa que ele via.

Para afastar aquele sentimento desconfortável, Heitor se levantou imediatamente e saiu à procura de Patrícia.

Ela estava sentada no sofá, as mãos imóveis, olhando distraída pela janela para o céu acima das nuvens.

— E então, já pensou no assunto? — Perguntou Heitor, com a voz firme. Ele precisava que Patrícia concordasse.

Marcelo estava à espreita, esperando qualquer oportunidade para afastá-la dele. Esse pensamento o aterrorizava. Ele sabia que não podia perder Patrícia.

Patrícia foi tirada de seus pensamentos e virou a cabeça para encará-lo, mas acabou caindo inesperadamente em um abraço firme e quente.

Embora houvesse outros sofás no ambiente, Heitor fez questão de se sentar ao lado dela. Mesmo com espaço de sobra, ele escolheu ficar perto. Quando ela tentou se afastar, ele a envolveu com um braço, puxando-a delicadamente e encostando o rosto dela em seu ombro.

Os olhos de Heitor estavam cheios de uma intensidade possessiva, como os de um predador observando sua presa. Ele abaixou o olhar para os lábios dela algumas vezes, mas, com esforço, reprimiu seus impulsos e fechou os olhos por um breve momento. Finalmente, encostou a bochecha na cabeça dela, como se buscasse conforto naquele contato.

Patrícia estava presa entre ele e o encosto do sofá. Não havia como escapar. Sem outra escolha, ela suspirou e disse:

— Ainda não decidi.

— Então decida agora. — A voz de Heitor saiu grave, carregada de seriedade.

Patrícia endureceu o olhar. Sua resposta veio fria:

— Isso é uma ameaça ou uma tentativa de barganha, Heitor? Não me trate como idiota.

— Não importa o que seja, ameaça ou barganha. O que importa é que funcione. Se as condições não forem suficientes, diga o que mais você quer. Eu só quero você.

— E o que você espera que eu dê em troca? — Perguntou Patrícia, com desconfiança.

Heitor havia oferecido condições que eram muito interessantes para ela: as ações, o prazo de dois anos e a promessa de colaborar com o divórcio ao final desse período. Mas Patrícia sabia que Heitor era um homem de negócios, e qualquer coisa que ele oferecesse tinha um preço.

— Não quero que você me dê nada. Só quero que vivamos como um casal normal. Quero uma vida conjugal na cama de verdade. — A resposta direta de Heitor a deixou sem palavras.

O rosto de Patrícia esquentou, ganhando um leve tom rosado:

— Você... você é um canalha.

— Amor, eu tenho minhas necessidades. Preciso disso para ter certeza de que você é minha.

Heitor não estava apenas falando de necessidades físicas. Ele ansiava pela conexão emocional que só Patrícia podia oferecer. Sem isso, ele se sentia vazio.

Para ele, manter um casamento apenas de fachada não era suficiente. Ele acreditava que a intimidade física poderia fortalecer o vínculo entre eles.

Patrícia cerrou os dentes. Inicialmente, ela já estava inclinada a aceitar os termos. Ela sabia que prolongar a disputa com Heitor não ajudaria em nada no processo de divórcio. Talvez fosse mais sensato passar os dois anos em paz.

Mas a ganância de Heitor a fez hesitar. Patrícia sentia que ele estava sendo intencionalmente manipulador. O prazo de dois anos parecia mais uma armadilha para prendê-la.

— Heitor, você está tentando... — Ela interrompeu a frase, incapaz de colocar suas preocupações em palavras.

Mas Heitor entendeu exatamente o que ela queria dizer. Ele respondeu calmamente:

— Se você não planeja engravidar, não vou interferir. Antes, eu queria ter filhos, mas quando vi que você estava tomando pílulas anticoncepcionais... Eu não quero que você machuque seu corpo.

— Isso pode ser colocado no acordo? — Patrícia ainda estava desconfiada.

— Pode. — Heitor concordou sem hesitar.

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