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Sem Toque, Um Amor Desperdiçado romance Capítulo 159

Debaixo das cobertas, a voz abafada de Patrícia saiu:

— Não é isso?

— Não, você está enganada. — Disse Heitor. — Eu vi no seu escritório o motivo do preço baixo dos diamantes e percebi que havia margem de lucro. Por isso, vim pedir desculpas.

Patrícia continuou em silêncio.

Heitor insistiu:

— Você quer se sufocar aí dentro?

Heitor respirou fundo e acrescentou:

— Me desculpe. Eu vim aqui para me desculpar de verdade. Não fique brava, vai acabar prejudicando sua saúde.

Patrícia estava prestes a responder, quando ele, de repente, falou novamente:

— Que tal fazer amor para aliviar a raiva?

Patrícia fechou a cara e decidiu ignorá-lo completamente.

Heitor, no entanto, estava sendo sincero. Ele retomou:

— Patrícia, eu sei que, às vezes, não te respeito como deveria, e isso é culpa minha. Estou aqui para pedir desculpas. Mas eu simplesmente não consigo evitar querer te possuir. Quero que você saiba que você é minha, sempre foi e sempre será.

Ele passou um bom tempo tentando convencê-la. Então, mudou de tática:

— Você ainda não jantou, né? Deve estar faminta. Pedi para o chef preparar uma sopa cremosa de frango. Está no recipiente térmico. Saia daí, eu sirvo para você.

O estômago de Patrícia roncou. Ela estava, de fato, com fome. Ela saiu das cobertas e tomou dois pratos de sopa de frango. Depois, ela devorou os frutos do mar que Heitor havia descascado e limpado para ela. Satisfeita, Patrícia foi escovar os dentes e, em seguida, voltou para a cama.

Heitor limpou a bagunça e tomou um banho antes de se juntar a ela.

Patrícia, deitada de costas para ele, não disse nenhuma palavra. Ele se deitou atrás dela, a envolveu com os braços e, com a voz baixa e rouca, perguntou:

— Ainda está brava?

Patrícia finalmente respondeu:

— Eu não deveria estar?

— Desculpa. — Disse Heitor, com sinceridade. — Naquela vez no escritório, eu passei dos limites. Mas, com a mão, eu só queria te provocar de leve. E no restaurante, eu deveria ter te dito desde o início que era um espaço privado meu. Eu estava tão animado que acabei me descuidando.

Patrícia virou-se para encará-lo, os olhos levemente marejados:

— Você acha que é por isso que estou brava?

Heitor abaixou a cabeça, encarando-a diretamente:

Patrícia ficou confusa.

— Quem?

Heitor hesitou por um momento antes de responder:

— Meu amiguinho... meu pinto.

Patrícia revirou os olhos, sem paciência para suas brincadeiras. Ela virou o rosto e, sem dizer nada, adormeceu.

Quando acordou, ela viu que Heitor estava sem nada na parte de cima, exibindo seu peitoral largo e definido. Ele claramente não estava usando roupas íntimas, e seu membro continuava em evidência. Heitor a segurou firmemente em seus braços, enquanto isso, Patrícia percebeu que exceto pela lingerie justa em seu corpo, o restante de sua camisola já havia desaparecido como por mágica.

"O que foi isso?" Pensou ela, quase surtando ao se olhar no espelho do banheiro.

Embora eles não tivessem ido até o fim, ele a havia deixado completamente marcada. Havia mais marcas de beijos e mordidas do que em qualquer outro momento.

Depois de se vestir, ela voltou para o café da manhã. Heitor, que parecia muito satisfeito, observou as marcas no pescoço dela que nem o lenço conseguia esconder. Seu sorriso se alargou antes de dizer, casualmente:

— Minha avó me ligou. A Tábata quer fazer o casamento dela com o Ivo na casa antiga da família.

Ele continuou:

— O pai do Ivo ainda está preso, e a mãe dele fugiu para o exterior com o dinheiro. Provavelmente ela já morreu. Eu, como o novo chefe da família Mendes, terei que comparecer. Você é minha esposa. Quer ir comigo?

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