Quando Patrícia acordou, ela viu Heitor sentado ao lado da cama. Seu rosto impecavelmente bonito estava muito próximo, e ele a observava com atenção, apoiando o queixo na mão.
Os olhares se encontraram, e Patrícia sentou-se na cama, ainda um pouco sonolenta.
— Sua cabeça ainda dói? — Perguntou Heitor.
Patrícia, confusa, balançou a cabeça em negação.
— Ontem à noite você reclamou de dor de cabeça. Fiquei massageando você por um bom tempo até que finalmente conseguiu descansar. — Explicou ele.
Patrícia ficou surpresa. Ela não tinha a menor lembrança disso. Sua mente estava em branco, como se a noite anterior tivesse sido um sonho. Mas, ao mexer levemente a cabeça, ela sentiu uma pontada de dor, o que a fez acreditar que Heitor estava dizendo a verdade.
— Vamos hoje? — Perguntou Patrícia, com a voz ainda um pouco rouca.
— Vamos. — Respondeu ele.
— Então leve seu documento.
— Documento? — Heitor franziu levemente as sobrancelhas até entender de que ela estava falando. — Você está sugerindo que vamos ao cartório para nos divorciar?
Patrícia assentiu com a cabeça, séria.
A expressão de Heitor mudou, endurecendo:
— Não vamos.
— Mas você concordou ontem à noite! — Exclamou Patrícia, visivelmente irritada.
Heitor, no entanto, manteve-se firme e respondeu com frieza:
— Não apenas eu não vou, como você também não vai. Temos que participar do casamento da Tábata hoje. Esqueceu?
Patrícia ficou surpresa:
— Você deixou a Tábata sair? Não era para ela estar na delegacia?
Ao perceber que ela parecia incomodada, Heitor tentou tranquilizá-la:
— Arrumaram alguém para assumir a culpa no lugar dela.
Patrícia, com o rosto cheio de indignação, rebateu:
— Então você foi facilmente enganado? Ou será que você nem queria puni-las? Se for assim, eu mesma posso lidar com elas.
Heitor estreitou os olhos ao ouvir isso:

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