Dez minutos depois, quando saiu novamente, já estava vestida.
Henrique conhecia bem o corpo dela e também sabia o tamanho.
Um vestido verde-água destacava suas curvas.
Ao lado de Henrique, de terno preto, os dois pareciam um casal feito um para o outro, combinando perfeitamente.
A mão que Henrique estendeu mal pousou na lateral da fina cintura dela e já foi afastada com um tapa.
— Vá cuidar das suas coisas, eu vou buscar o Noriel na vila.
— O trabalho já está resolvido, eu vou com você.
Sabrina pegou o celular e a bolsa, ignorando-o de propósito, e caminhou para fora.
Henrique tirou proveito da situação e, com um sorriso nos olhos, a seguiu.
Ela não sabia o que Henrique tinha dito ao pessoal da vila.
Sabrina só sentiu que, quando foi buscar Noriel, o jeito como a olhavam estava um pouco estranho.
A Velha Senhora Ramos pediu para ela ficar para o almoço, mas ela realmente não conseguia mais ficar lá. Deu uma desculpa, pegou Noriel e foi embora.
Por coincidência, naquele momento Daniela estava no andar de cima, em uma reunião online do Conselho Executivo.
Quando ela desceu novamente, Noriel já tinha sido levado por Sabrina.
— O que significa isso? Não me respeita? Levou Noriel embora sem nem me avisar?
Na sala de estar, o casal de idosos estava sentado e, ao ouvi-la começar a reclamar de novo, os dois reviraram os olhos.
O Velho Senhor Ramos se levantou para preparar o chá, ignorando-a completamente.
A Velha Senhora Ramos foi gentil e explicou: — Você estava trabalhando. Você mesma disse para não permitir que ninguém a incomodasse.
— Ela não poderia ter esperado eu acabar a reunião para levar o bebê embora? — Daniela caminhou até a janela e olhou para fora. Estava vazio, silencioso como se Henrique e os outros nunca tivessem vindo.
— Você não queria não vê-la?
A Velha Senhora Ramos assumiu o controle da conversa e retrucou: — Se você quer vê-la, ligue para Sabrina agora e mande-a voltar. Acho que ela com certeza vai te obedecer.
O vestido realçava perfeitamente todas as qualidades de seu corpo e aparência.
Além disso, embora aquele pequeno rosto demonstrasse um pouco de cansaço, também exibia uma expressão satisfeita.
Ontem à noite...
Ah, não, de ontem à tarde até à noite, ela devia estar...
— Diga primeiro, o que você está fazendo?
Sabrina apontou para as duas malas que ela estava segurando.
— Estou me mudando, para não atrapalhar vocês.
Oceana bateu na mala. — As coisas já estão prontas, vou agora mesmo. A partir de hoje, vocês dois podem fazer o que quiserem em casa, não precisam mais passar um dia e uma noite sem voltar.
— Não crie caso, pode morar aqui, não precisa se mudar.
Sabrina puxou a bagagem dela.

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