— O que você está fazendo?
As palavras de questionamento de Sabrina mal saíram, e ela viu a agitação surgindo nos olhos dele.
Esse era o sinal de que o homem estava excitado, ela sabia muito bem.
Só que...
Ele não tinha dito que a traria para relaxar?
A água da piscina exalava uma névoa branca, os rostos dos dois tinham uma fina camada de suor, e ao se aproximarem, o calor aumentou, as respirações se misturando.
A piscina de águas termais e o hotel faziam parte do mesmo complexo. Henrique, na verdade, tinha preparado um quarto com antecedência, pensando que, se Sabrina não quisesse mais ficar na água, poderia ir dormir.
Ele realmente pensou assim, mas não esperava que acabassem voltando para o quarto por causa daquilo.
Sabrina foi embrulhada no roupão por ele, encolhida lá dentro, com o cabelo molhado, parecendo digna de pena e atraente ao mesmo tempo.
Ele a colocou na cama, usou uma toalha para secar o cabelo dela e, antes mesmo de terminar de secar, não conseguiu se segurar e a beijou.
Recém-saída das águas termais, a pele de todo o seu corpo estava suave, branquinha com um tom rosado e extremamente hidratada.
A única coisa que Sabrina conseguia recordar eram as mãos fortes dele, com veias visíveis, apoiadas ao lado do seu corpo.
Depois, como naquela outra noite, ela ficou tão cansada que não se lembrava de mais nada.
Quando acordou novamente, o quarto estava escuro e o barulho da cidade lá fora era nítido.
Ela saiu da cama com as pernas trêmulas, abriu as cortinas e, de repente, percebeu que já era a manhã do dia seguinte.
Da área de trabalho fora do quarto, vinha a voz grave e magnética do homem.
Ela caminhou até a porta, abriu uma fresta e viu Henrique sentado à mesa com o notebook, no meio de uma videoconferência.
Percebendo o movimento, Henrique ergueu levemente os olhos e olhou para ela.
Sabrina estava com o cabelo escuro solto, sem maquiagem, com cara de quem tinha acabado de acordar, pura e bonita.
Ele ergueu levemente a ponta da sobrancelha, sem deixar transparecer. — Acordou? Está com fome?
"Então, no futuro, vou ter que te chamar de Senhora Ramos?"
No começo eram apenas brincadeiras, mas depois Sabrina parou de responder e não voltou para casa.
Ela começou a ficar ansiosa. Depois de ligar para Sabrina duas vezes sem sucesso, começou a mandar uma mensagem atrás da outra.
Ela desconfiou que o celular de Sabrina estivesse sem bateria e também achou que Sabrina tivesse dormido na Vila de Ramos, só não imaginou que Sabrina e Henrique tivessem deixado Noriel na Vila de Ramos e passado a noite sozinhos no hotel.
— Por que você colocou meu celular no silencioso? O que aconteceu com Noriel?
— Minha mãe e a avó estão com ele, não vai ter problema.
Henrique se aproximou e sentou na beirada da cama. — Quando eu disse que só iríamos buscá-lo hoje, as duas adoraram a ideia.
Isso era verdade, mas eles tinham combinado de buscá-lo no fim da tarde e não foram. Sabrina ficou desconfortável por ter sido por causa desse tipo de coisa.
— Henrique, esquece de dormir comigo todo o mês que vem, não vou deixar você chegar perto da minha cama.
Dizendo isso, ela levantou as cobertas, saiu da cama, pegou as roupas que o homem tinha preparado com antecedência na cabeceira e entrou no banheiro.

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