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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1052

— Se tiver oportunidade no futuro, vou obrigá‑lo a se fantasiar para mim com o jaleco branco e fazer umas poses bem ousadas...

Oceana engoliu em seco enquanto falava: — Já vou logo dizendo, eu só olho para o rosto, não gosto dele, gosto daquele rosto.

— Se fosse outro homem bonito, eu mudaria de amor na hora.

— Você não acredita?

Isabella ouviu o tempo todo sem responder, e Oceana lhe impôs o rótulo de quem não acreditava.

Embora estivesse bêbada, ela ainda tinha um pouco de lógica; pensando bem, passou o tempo todo elogiando a beleza de Fernando.

Qualquer um duvidaria.

Ela simplesmente continuou: — Garota, você não entende, ser bonito e não ser bom de cama não adianta.

Isabella ficou atônita e arregalou os olhos.

— O Fernando, apesar de não ser gay, só serve para ser um bom amigo, nada mais.

Oceana riu com desdém após terminar de falar e bateu na mesa: — Abra bem os olhos, quando for procurar um homem no futuro, precisa achar um com boa resistência física.

— Afinal, é a felicidade do resto da vida. Vou te falar, estou ajudando ele agora por pura amizade, não tem a menor ambiguidade de homem e mulher nisso, só com aquela agulhinha dele...

Isabella era jovem, afinal, e as falas ousadas que saíam fizeram o canto de sua boca tremer várias vezes.

— Irmã Oceana, você quer dizer que Fernando não dá conta?

— Não dá conta mesmo! — Oceana soltou de uma vez, com o rosto cheio de desgosto. — Você sabe como é tentar fazer algo que você não tem a menor capacidade para fazer?

Isabella: ......

Ela sabia, mas achava que usar essa frase para esse tipo de coisa era um tanto insultuoso.

— Para te falar a verdade, a nossa primeira vez foi dentro do carro. Ele acabou no piscar de um semáforo!

Isabella prendeu a respiração, brincar assim ainda dava para fazer no carro?

Oceana concordou vigorosamente, os cabelos espalhados pela testa cobrindo metade do rosto: — Com certeza não vou ficar, nem se ele ajoelhar e implorar, eu não aceitaria.

Naquele lado, Fernando ouviu a invenção de Oceana sobre si mesmo assim que entrou.

Por coincidência, a janela do camarote deles dava de frente para um semáforo.

O tempo do semáforo na esquina do beco era ainda mais curto; a contagem regressiva de vinte segundos que saltava quando o verde passava para o vermelho fez Fernando rir de raiva.

— Senhor Semáforo... ah, não, Fernando, você chegou.

Isabella se levantou ao vê-lo, olhando-o com um pouco de simpatia: — Vou deixar a Irmã Oceana com você, vou embora primeiro.

O rosto de Fernando escureceu pela metade ao ouvir o jeito errado como ela o chamou.

— Não acredite em palavras de bêbado.

Isabella pegou a bolsa e foi saindo, parando ao lado dele para dizer: — As pessoas não dizem que vinho revela a verdade?

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