— Vovó, a senhora inverteu a ordem.
Henrique lembrou. — Sabrina e eu ainda não tivemos nosso casamento.
A Velha Senhora Ramos ficou surpresa. — Suas exigências são bem altas. Tem que fazer sua mãe consertar esse péssimo hábito de dizer uma coisa e pensar outra?
Ela achava que bastava falar algumas coisas para Daniela, e que ela aceitaria Sabrina, quer quisesse ou não.
Quem diria que Henrique ainda queria um casamento.
Sem Daniela, o casamento ainda poderia acontecer. Mas como Henrique tocou no assunto, ele queria que Daniela aceitasse Sabrina de coração aberto e reconhecesse a nora na frente de todos, organizando a festa.
— Seu moleque. Sou sua avó, não sou Deus. Você quer me complicar a vida.
O temperamento de Daniela, a Velha Senhora Ramos conhecia muito bem.
Na opinião dela, Daniela não aceitaria Sabrina até o dia da morte.
— Já que a senhora acha difícil, então esquece.
Henrique desligou.
A Velha Senhora Ramos colocou o celular de lado, com raiva, sem ter onde descontar.
Nesse momento, Daniela desceu as escadas. — Mãe.
— Mãe coisa nenhuma. Não sou sua mãe. — A Velha Senhora Ramos achou onde descontar a raiva.
— O que aconteceu?
Ao se deparar com o mau humor dela de repente, Daniela ficou confusa. — Eu não fiz nada para irritar a senhora nesses últimos dias, não é?
A Velha Senhora Ramos cruzou os braços e bufou. — Daniela, se você acha que a Família Ramos está muito calma, não fique aqui. Vá causar confusão em outro lugar.

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