— Seu pervertido, sem vergonha!
Ricardo abriu um sorriso ainda maior. — Tem chiclete no carro, você quer um?
Ele mudou de assunto rápido demais e Mariana não entendeu.
Ao raciocinar, achou que ele também tinha achado o assunto exagerado, por isso mudou a conversa.
Mariana simplesmente entrou na onda dele, pegou um chiclete e o jogou na boca.
Um leve sabor de limão se espalhou por sua boca.
Antes que ela pudesse elogiar o chiclete, ouviu Ricardo dizer: — A comida de agora também tinha alho, come um chiclete para disfarçar o cheiro.
Disfarçar o cheiro para quê?
Ricardo não foi direto, mas o olhar dele pelo espelho retrovisor de repente fez Mariana entender alguma coisa.
— Credo! Seu velho tarado!
Mariana se assustou, pegou um lenço de papel e cuspiu o chiclete imediatamente.
Ricardo deu um sorriso contido, e a risada grave se espalhou pelo interior do carro.
— Vou logo te avisando, se você mexer comigo, vai se ver comigo!
Mariana parecia uma gatinha brava, achando que estava sendo super dura com ele. Mas na verdade ela parecia totalmente inofensiva e muito fofa.
Embora o olhar de Ricardo tivesse um sorriso, uma emoção inexplicável começou a surgir gradualmente no fundo dos olhos dele.
Aquela emoção era tão intensa que rapidamente tomou conta de seus olhos expressivos.
Mariana virou o rosto para olhar pela janela, parando de dar atenção a ele, e por isso não percebeu a mudança no olhar dele.
O carro seguiu do centro da cidade até a Vila de Ramos.
Um momento depois, o carro parou em frente à Vila de Ramos, e antes que Ricardo pudesse falar, Mariana abriu a porta e desceu.
Ela nem sequer deu tchau para Ricardo, suas perninhas corriam o mais rápido que conseguiam. Ela tinha medo que Ricardo saísse atrás dela para roubar um beijo caso ela demorasse um segundo.
Ricardo abaixou o vidro do carro e gritou para as costas dela: — Por que correr tão rápido? Limpe a boca.
A voz dele não era baixa, e o som chegou a ser ouvido dentro da mansão.
Por que ela teria que limpar a boca do nada?
Então...
O Velho Senhor Ramos segurou a mão de Mariana e encostou os dedos nos vasos sanguíneos dela.
O avô segurou o pulso dela para checar se havia sinais de gravidez, mas não encontrou nada.
Ele olhou para a esposa. — Não está grávida.
— Se estivesse grávida, o banquete de noivado teria que virar casamento. — A Velha Senhora Ramos suspirou aliviada.
De qualquer forma que ela pensasse, achava que Mariana casar com aquele rapaz, Ricardo, era um desperdício tremendo.
Mariana entendeu do que os dois estavam falando e sentou-se rapidamente no sofá.
— O que vocês estão dizendo? Até hoje eu e ele nem demos as mãos.
Ao ouvir isso, os dois idosos arregalaram os olhos para Mariana.
Por mais que lamentassem, dizer que os dois ainda eram tão puros assim fazia os dois sentirem que algo de fato deveria ter acontecido.
Ricardo estava no auge de sua juventude e vitalidade, como seria possível...
Será que ele tinha algum problema de saúde?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!