Queria ficar um pouco longe de Ricardo e achou que havia usado muita força e se distanciado bastante...
Quem diria, ela não saiu do lugar.
O peito quente de Ricardo estava colado nas finas costas dela.
A respiração entrelaçada dos dois se acalmou gradualmente, e os instintos foram sumindo.
À tarde, quando Mariana acordou, o espaço ao lado já estava vazio.
Ela instintivamente tateou, e aquele pedaço da cama estava frio.
Já foi? Traste, levanta as calças e finge que não conhece, foi embora assim?
Mariana xingou em pensamento, levantou-se, pegou a camisola de alcinha no sofá ao pé da cama, vestiu-a e saiu.
Depois de dar os primeiros passos para fora da cama, não sentiu nada; mas, ao chegar à porta, uma dor intensa atingiu suas pernas.
Ela caminhou rente à parede, apoiando-se com uma mão e massageando a raiz das coxas com a outra.
— Com essa idade, como tem tanto fôlego?
— Dez mil... realmente não sei se ele perdeu dinheiro ou se eu ganhei.
Mariana nunca tinha vivido uma situação assim, mas já tinha visto casos parecidos acontecendo com outras pessoas.
Gastar dinheiro para fazer esse tipo de coisa, com certeza, quanto mais resistência, melhor.
Enquanto ela ainda resmungava, de repente ouviu uma risada baixa de um homem vinda da sala.
Mariana parou de andar, foi até a porta, deu uma olhada para fora e imediatamente petrificou.
Ricardo estava bem-vestido, de pernas abertas, sentado no sofá, com um notebook no colo, aparentemente cuidando do trabalho.
O mais chamativo era que, ao lado de Ricardo, estavam espalhadas as roupas de Mariana.
O sutiã de alças finas vermelho e a calcinha eram extremamente visíveis.
Mariana ignorou a dor nas pernas, andou rápido até ele, juntou as roupas bagunçadas e as jogou na varanda.
— Por que você ainda não foi embora?
Ricardo viu os gestos dela e explicou primeiro: — Você ainda não pagou.

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