Ela também estava querendo evitar Henrique.
O homem estava grudado nela ultimamente. Todas as noites, ele a deixava exausta.
Na noite passada, na velha mansão, Henrique tinha se contido um pouco.
Quando tudo terminou, ele sussurrou no ouvido dela: — Amanhã, quando chegarmos em casa, a gente continua. Ele ainda não havia se saciado.
Quando chegassem em casa, seria o dobro...
Agora ela não havia escapado perfeitamente?
Sabrina não sabia se era por causa da gravidez, mas sentia que estava vivendo como uma freira, sem muitos desejos.
Se Daniela conseguisse segurar Henrique para sempre, ela ficaria feliz com a situação...
À noite, Daniela foi ao quarto ver Noriel e brincou um pouco com ele.
Sabrina aproveitou para tomar banho e se arrumar.
Ao sair, ela pegou Noriel dos braços de Daniela.
— Mãe, deixa comigo. Já é tarde, vá descansar.
Noriel, com sono, ficava se revirando na cama.
Daniela levantou as grades de proteção da cama e andou em círculos ao redor de Noriel.
Ao ouvir a palavra "mãe", ela parou e olhou para trás.
Quando seus olhos se encontraram, Sabrina só então percebeu que a havia chamado de "mãe".
O tratamento era estranho, mas familiar.
Afinal, ela havia usado muitas vezes no passado.
Ela também sabia que Daniela mais cedo ou mais tarde a aceitaria, então já a tratava como mãe em seu coração.
— Está olhando o quê? — O tom de Daniela não era dos melhores. — Vai dormir logo, o garoto já está com sono.
Nesse meio tempo, Noriel deu uma cambalhota, bateu de cara no travesseiro e murmurou algumas vezes.
Sabrina abaixou as grades, deitou-se na cama e puxou Noriel para si, batendo de leve no traseirinho dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!