Pouco depois, não sobrou nada na mesa, e Mariana arrumou a bagunça.
Depois de terminar de limpar, ao ver Ricardo se preparar para sentar no sofá, ela perguntou sem pensar: — Você ainda não vai?
Já não dava mais para contar quantas vezes Mariana o tinha apressado para ir embora.
Ricardo sentou-se, com o olhar parado: — Você pagou?
— Eh...
Mariana ficou atônita, virou-se e foi procurar dinheiro na bolsa no hall de entrada, mas havia apenas algumas moedas espalhadas.
As moedas bateram umas nas outras, fazendo um barulho metálico, o que fez Ricardo franzir a testa.
Da última vez foram dez mil, agora eram só alguns trocados?
— Eu posso pendurar?
Mariana não tinha tanto dinheiro vivo; o dinheiro dela estava todo no cartão, e naquele mês ela havia gastado acima da conta.
Ricardo: — Você acha que tem algum crédito comigo?
— Não são só dez mil? Acha que eu vou te dar calote?
Mariana engoliu em seco e disse: — Eu assino uma promissória para você.
Ricardo bateu os dedos de leve nas pernas e acabou cedendo: — Tá bom, eu escrevo e você assina.
Falando isso, ele tirou uma folha em branco da capa do notebook e escreveu bem rápido com uma caneta.
Do ângulo em que estava, Mariana não conseguia ver o que ele escrevia; só conseguia ver que a letra dele era delicada e bonita, algo que não parecia com alguém do temperamento dele.
Três minutos depois, o papel foi parar nas mãos de Mariana.
Ela bateu os olhos no papel e prendeu a respiração.
— Contrato mensal?
— Exato, duzentos mil reais por mês. Vou te dar um desconto, se não, fica chato fechar o pagamento toda vez.
Um brilho reluziu no olhar de Ricardo.
Embora Mariana tivesse condições de pagar duzentos mil todo mês, ainda era uma despesa e tanto para ela.

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