Não fazia muito tempo que Mariana tinha terminado com Ricardo; será que ela já tinha encontrado outro tão rápido?
Será que o que Mariana disse sobre não ter nada com o Ricardo era verdade?
Foi por ter encontrado a pessoa certa que encerrou aquele falso romance?
Inúmeras ideias invadiram a cabeça de Sabrina; sua mente virou uma verdadeira bagunça.
— E, olhando bem, o jeito como ela anda também está um pouco estranho.
Não fazia muito tempo desde a primeira experiência de Oceana, então a lembrança ainda era viva.
Andar rebolando sem querer, na verdade, era sinal de um incômodo no corpo.
Ela não foi pega na época porque ela mesma já andava daquele jeito.
Mas com Mariana era diferente; ela andava pulando e saltitando, parecia um moleque.
E agora que ela não pulava mais e tinha um ar mais feminino de repente, aí a coisa ficava suspeita.
Com o lembrete de Oceana, Sabrina também passou a prestar mais atenção em Mariana.
Quando Mariana voltou, ela disfarçou e deu uma olhada na marca no pescoço dela.
Aparecendo de leve e meio coberta pela gola, realmente não dava para ter certeza se era marca de beijo ou uma picada de mosquito.
E ela viu que Mariana saiu do banheiro andando diferente mesmo.
Sabrina hesitou por uns segundos e perguntou: — Mariana, você está ocupada hoje à tarde? Vamos bater perna no shopping.
— Eu ainda tenho que trabalhar de tarde. — Os olhos de Mariana brilharam; ela claramente queria ir, mas o seu tom de voz saiu desanimado: — Quando é que eu não vou precisar trabalhar? Igual a vocês duas.
— Claro que essa hora vai chegar, é só arrumar um marido.
Oceana piscou o olho para ela e sorriu: — Encontra um homem para casar, aí você deixa ele te bancar.
Era fácil falar, mas o cara que pudesse bancar a Mariana não poderia ser qualquer um.
Tinha que ser um ricaço para aguentar os gastos altos que ela tinha por mês.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!