— Por que vocês duas estão andando tão devagar?
Mariana parecia não entender o tom de provocação de Oceana.
Oceana parou ao lado dela.
— Nós não estamos pensando na vida? O que deu em certas pessoas? Ficam fugindo o tempo todo.
Mariana apertou os lábios, observando os números do elevador mudarem. A demora em chegar àquele andar a deixava ansiosa.
— Certo, fale a verdade.
Sabrina se aproximou.
— Que tipo de pessoa ele é?
Mariana abaixou a cabeça e mordeu o lábio inferior.
Quanto mais ela agia assim, mais provava que havia algo de errado com a identidade do cara.
— Mariana, você tem certeza de que a família vai concordar com o seu namoro com esse homem?
Sabrina decidiu não perguntar quem era e foi direto ao ponto.
Mariana não conseguia nem balançar a cabeça, nem concordar.
Ela não entendia como tinha chegado àquele ponto.
Se dissesse que ela e Ricardo só tinham uma relação de sustento...
Seria o fim.
Ela rangeu os dentes e só pôde mentir:
— Não tenho certeza, por isso não falo.
— Se não tem certeza, por que se entregou?
Sabrina estava preocupada que Mariana fosse enganada.
— Deixando de lado se a família vai aceitar ou não, você tem certeza de que ele é sincero com você?
A cabeça de Mariana zumbia. Ela tinha ido longe demais.
— Fique tranquila, mesmo que a gente saiba, vamos guardar segredo. Mas precisamos te alertar, temos medo de que você seja enganada.
Oceana viu sua expressão preocupada e achou que ela temia que tudo viesse à tona.
Primeiro, tentou acalmá-la, e então Oceana disse:
— Afinal, a Sabrina não faria mal a você. Que tal você chamá-lo para sair primeiro, para que ela possa ver?

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