O motorista assentiu.
— Sim, senhora.
O carro, que mal havia saído do condomínio, deu meia-volta e retornou.
Não muito longe dali, Vanessa observava tudo. Ela pegou o celular e fez uma ligação:
— Mandem alguém vigiar a Senhora Carneiro. Quero que cada passo dela seja reportado a mim.
—
Sabrina passou a manhã inteira com um mal pressentimento.
Henrique havia lhe enviado algumas fotos de Lelê. Ela as olhava repetidamente, mas, quanto mais olhava, mais inquieta ficava.
Quando finalmente deu a hora de sair do trabalho, ela acelerou o carro o máximo que pôde para chegar em casa.
O carro parou na entrada do Edifício Majestic. Ao descer, a primeira coisa que Sabrina viu foi Julia e Kiara ocupadas na cozinha.
Desviando o olhar, viu Henrique com Lelê no jardim de inverno, tomando sol.
O pequeno estava deitado sobre o peito de Henrique, vestindo uma roupinha amarela de pintinho, com meias brancas nos pezinhos. Suas mãozinhas gordinhas agarravam a ponta do pijama de Henrique.
A cena parecia incrivelmente calorosa e harmoniosa.
A ansiedade no coração de Sabrina foi desaparecendo pouco a pouco.
Ela entrou no jardim de inverno pela porta lateral, pisando levemente para não fazer barulho.
Mas, após dar apenas alguns passos, Henrique abriu os olhos abruptamente e olhou em sua direção.
— Você voltou.
Sabrina colocou o dedo indicador sobre os lábios, pedindo-lhe que não acordasse Lelê.
Ela assentiu e apontou para a sala de jantar, indicando que já podiam almoçar.
Henrique permaneceu sentado.
— Sabrina, você ainda não respondeu à minha pergunta.
— Que pergunta? Falamos sobre isso depois.
Ela se lembrou de qual pergunta era. Naquela noite, Henrique havia lhe pedido para considerar a anulação do acordo.

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