— A Família Macedo é o motivo real da insatisfação deles comigo.
Henrique a corrigiu: — A Família Couto foi só o estopim.
Os diretores do Grupo Quinto Andar se conheciam há anos e a rede de contatos da Família Macedo era complexa.
O Presidente Macedo ter caído foi bem merecido, mas alguns temiam que a Família Ramos dominasse tudo sozinha, então, mesmo que só para dar um susto, queriam pressionar Henrique.
A garantia que Henrique deu foi para calar a boca daquelas pessoas com sua competência, pois confiava em si mesmo.
— Então você deve estar bem ocupado ultimamente. Você não precisa vir até aqui, eu posso pedir comida.
Sabrina pensava que ele devia estar super ocupado agora.
— Não importa o quanto eu esteja ocupado, você e as crianças são mais importantes.
Henrique empurrou o prato na direção dela: — Coma, senão vai esfriar.
Sabrina ficou em silêncio e abaixou a cabeça para comer.
Um clima sutil surgiu entre eles.
Por sorte, após o café da manhã, Henrique atendeu o celular e foi embora.
Ele disse que voltaria antes do almoço.
Ele saiu sem sequer dar a Sabrina a chance de recusar.
Às dez e meia, a campainha tocou de novo.
Naquele momento, Carlitos e Noriel já estavam dormindo.
Sabrina correu até a porta e a abriu, sem nem olhar quem era.
Deu de cara com Vanessa Fernandes. Seus olhos se cruzaram, ela ficou estática por alguns segundos e fechou a cara.
— Sabrina, precisamos conversar.
— Pode falar daqui mesmo.
Já que Vanessa estava na sua porta, com certeza tinha algo importante para dizer.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!