As pontas dos dedos de Sabrina estavam brancas de tanto apertar a maçaneta.
— Vanessa, as pessoas têm limites. Se você gosta mesmo do Henrique, vá atrás dele. E pare de me procurar.
Dizendo isso, ela bateu a porta.
Com medo de que Vanessa fizesse um escândalo e acordasse as crianças, ela ligou para a administração e chamou os seguranças para expulsá-la.
Assim que a porta fechou, Vanessa começou a gritar, mas os seguranças chegaram a tempo e a levaram embora.
— Me soltem! Por que não posso entrar? Consigo comprar várias unidades nesse condomínio mediano!
— Eu sou a filha da Família Fernandes, abram bem os olhos!
— Tirem essas patas sujas de cima de mim, não encostem em mim!
O carro de Henrique tinha acabado de chegar na portaria do condomínio quando viu Vanessa ser enxotada pelos seguranças.
Vanessa estava com um vestido rosa e caiu no chão gelado, sujando-se de terra.
Ela, que antes sempre se preocupava com a imagem, levantou-se e correu de volta para dentro do condomínio, tentando entrar enquanto os seguranças não olhavam.
Mas os seguranças já estavam preparados e fecharam o portão.
— Se você continuar, vamos chamar a polícia!
— Tão jovem e doida da cabeça. Falando que é filha da Família Fernandes, para mim você não passa de uma idiota!
Os dois seguranças ralharam com ela de cara feia.
Enquanto brigavam, viram o carro de Henrique na portaria e correram para abrir.
O outro ficou de olho em Vanessa, com medo de que ela entrasse correndo pela passagem de carros.
— Senhor Ramos, pode entrar.
Henrique abriu o vidro um pouco: — O que houve?
O segurança respondeu: — Foi essa pessoa que entrou para importunar a Senhorita Batista. Mas não se preocupe, nós a tiramos a tempo.
— Henrique!
Vanessa reconheceu o carro e correu na direção dele.
O outro segurança foi rápido e a segurou: — Pare de tentar se aproveitar, você acha que conhece o Senhor Ramos? Vá embora, vai!


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!