— Tá. — Sabrina assentiu e depois acrescentou. — Noriel ainda é pequeno e não deve brincar lá fora, mas o Carlitos não para quieto, ele com certeza prefere o lado de fora.
— Mas eu quero conversar com você.
Oceana parou na porta da sala de jantar, lançou um olhar a Fernando e disse meio no ar: — Tenho um monte de coisas pra te falar.
Sabrina respondeu sem saída: — Teremos muitas oportunidades para conversar depois, não é como se não fôssemos mais nos ver.
Ela puxou Oceana para se sentar e Oceana finalmente se acalmou, comendo em silêncio.
Debaixo da mesa, Fernando deu um chute discreto na perna de Oceana; assustada, ela revidou com um chute forte por reflexo instantâneo.
Fernando já esperava por isso e desviou. Ela chutou o ar com muita força, e perdeu o controle da parte superior do corpo, quase caindo debaixo da mesa.
Sabrina foi rápida e a segurou. — Come direito, o que você tá fazendo?
— Minha... perna deu cãibra.
Oceana inventou uma desculpa esfarrapada e fuzilou Fernando com o olhar quando ninguém estava prestando atenção.
Ela colocava comida na boca às pressas, mastigando com força, como se quisesse comer o Fernando.
Fernando continuou calmo.
A chegada deles deixou o clima na mesa ainda mais peculiar.
A interação entre Sabrina e Henrique foi quase zero.
Depois da refeição, os três foram para a varanda tomar sol.
Como Sabrina havia dito, Carlitos brincou um pouco na varanda e já queria ir brincar no parque.
Oceana não queria ir. — Está frio lá fora, se você gripar, a mamãe vai ficar triste.
— Buááá. — Carlitos fez beicinho, puxando a mão dela para fora.
Ela não fez menção de se mover.
Vendo isso, Carlitos a soltou, correu os olhinhos pelas outras pessoas e, no fim, foi até Fernando, puxando a mão dele.
— Vem, eu te levo.

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