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Senhora Rebelde e Senhor Submisso romance Capítulo 1124

Se ela tivesse contado para ele, daquela época nas Américas, ele com certeza não teria sido assim com ela...

— E o que mudaria se eu tivesse contado? — Luiza respondeu com outra pergunta.

Miguel ficou surpreso por um momento.

— Se eu soubesse da existência do Felipinho, eu nunca teria sido daquele jeito com você.

Luiza sorriu.

— E depois? Depois você nos levaria de volta para Valenciana do Rio, para sofrer junto com você todos os ataques dos seus parentes? Eu não concordaria e não poderia partir, porque você nos manteria presos. E se eu resistisse, você me impediria de sair de casa. Antes, você ameaçou meu pai; se soubesse da existência do Felipinho, não teria me ameaçado com ele também, o usando para me pressionar?

O corpo de Miguel enrijeceu subitamente, e com o rosto pálido, ele disse:

— Lulu, me desculpa.

— Você sabe por que eu não quero ficar com você? — Luiza, inicialmente, não queria se alongar na conversa, mas sentiu que precisava desabafar.

Os dias que ela passou em Valenciana do Rio foram extremamente dolorosos.

Ela se sentia sufocada todos os dias.

Ela disse suavemente:

— Porque foi doloroso. Se uma relação tem mais dor do que alegria, por que eu manteria essa relação? Então, eu não pretendia ficar com você, mesmo que as desavenças entre nossas famílias tenham sido resolvidas. Eu nunca pensei em voltar a ficar com você.

— Mas e o Felipinho...?

— O Felipinho é seu filho, você pode visitá-lo, eu não vou impedir que ele tenha um pai. Mas quero deixar uma coisa clara: o Felipinho é meu filho, e se você tentar disputá-lo comigo, nos veremos no tribunal. — Terminando a frase, ela se virou e caminhou na direção de Priscila.

Se ela não fosse firme, Miguel continuaria a ter esperanças.

Mas ela estava cansada, essa relação estava cheia de cicatrizes, e ela não queria mais olhar para trás.

— Mano, aquele homem ali é seu pai? — Maria, com seus olhos grandes e brilhantes, perguntou, piscando curiosa. Ela era alguns meses mais nova que Felipinho e o chamava de irmão.

Felipinho olhou na direção indicada.

Miguel estava a uma certa distância, com o rosto pálido, parado como se estivesse em choque, seu semblante não parecia nada bom.

Maria, alheia ao que se passava, disse animada:

— Seu pai é muito bonito!

— Como fazer eles ficarem juntos?

— Basta fazer com que passem mais tempo juntos!

— E se eles não quiserem passar tempo juntos? — A carinha de Felipinho ficou séria.

— Aí é só criar situações para que eles acabem ficando juntos! — Maria aproximou a cabeça do ouvido de Felipinho e cochichou um plano.

Conforme o Felipinho ouvia, seus olhos iam se iluminando.

Se o papai ainda amava a mamãe, ele estava disposto a ajudar o papai a reconquistá-la, afinal, ele sonhava em ter uma família completa e feliz...

...

Luiza não soube exatamente quando Miguel foi embora.

Apenas durante o jantar, Felipinho de repente perguntou:

— Mamãe, por que o papai foi embora? Ele não vai ficar para jantar com a gente?

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