Rebeca Ribeiro olhou para cima, encarando o homem.
Ele estava contra a luz. Seu rosto de traços marcantes mergulhava na escuridão, tornando impossível ver sua expressão com clareza.
Ainda assim, Rebeca murmurou o nome dele:
— Samuel Batista, você não tinha ido embora?
O álcool subira à cabeça. Agachada no chão, seu corpo balançava levemente, fora de controle.
Em sua visão embaçada, os feixes de luz atrás dele também oscilavam e flutuavam sem parar.
— Você queria que eu fosse? — Samuel cravou os olhos nas bochechas dela, coradas pela bebida, e seu olhar se tornou mais ardente.
Rebeca franziu a testa, parecendo angustiada.
Como se essa fosse uma pergunta muito difícil de responder.
Samuel decidiu mudar a abordagem.
— Então, você queria que eu ficasse?
Rebeca continuou com a mesma expressão confusa.
— Não sei.
Os lábios de Samuel se curvaram em um sorriso sutil.
— Vou considerar isso como um sim.
Não muito longe dali, fogos de artifício começaram a estourar, iluminando o céu noturno em tons de azul profundo.
Atraída pelo barulho, Rebeca virou a cabeça para olhar.
Não importava quantas vezes visse, ela sempre ficava maravilhada com a queima de fogos de Porto Sossego.
Aproveitando o momento, Samuel perguntou:
— Quer ir ver os fogos?
Rebeca assentiu, honesta.
— Vem comigo. — Ele estendeu a mão para ela.
O olhar de Rebeca parou apenas por um segundo no curativo que cobria o machucado na mão dele, antes de levantar a sua e segurá-la.
Do outro lado, Alexandre Castro já tinha buscado o carro, mas não conseguia encontrar Rebeca em lugar nenhum. Só lhe restava ligar para ela.
O telefone tocou por muito tempo, mas ninguém atendeu.
Alexandre já estava pensando se deveria acionar seus homens para procurá-la, quando recebeu uma ligação de Cassio Almeida.
— Não precisa seguir a Rebeca hoje à noite. Pode dispensar os outros também. — ordenou Cassio.
Alexandre sempre obedecia às ordens dele sem questionar.
— Entendido.
No hospital, Cassio desligou o telefone e olhou para Joel Almeida, que estava sentado ao lado de sua cama.

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