Entrar Via

Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 836

Ao ver que tinha prendido a atenção dela, Diana curvou os lábios vermelhos num sorriso triunfante.

— Aquele Aron Castro... ele tentou algo com você no passado, não foi?

— Foi.

— Por isso o Samuel Batista destruiu a vida dele. Só porque o desgraçado ousou colocar os olhos em você. E não foi só isso. O Samuel se juntou ao pessoal da Associação da UniBrasil Comércio e chutou o Aron do mercado central. É por isso que ele passou esses anos todos enfiado nas cidades portuárias, sem conseguir crescer.

O marido de Diana fazia parte do alto escalão comercial da Cidade H. Todas essas histórias circulavam nas rodinhas das madames da alta sociedade.

A esposa de Aron comia o pão que o diabo amassou. Afinal, o homem era um lixo mulherengo.

Mas depois de ser castrado na Cidade R e perder sua masculinidade, a Sra. Castro finalmente teve seus dias de glória.

Aron tinha apenas um herdeiro, nascido do ventre da esposa.

O rapaz era extremamente apegado à mãe. Por isso, Aron foi forçado a baixar a cabeça e respeitá-la. Tinha pânico de que a esposa pegasse o garoto e sumisse no mundo, acabando com a linhagem da família Castro.

Com o poder nas mãos, a Sra. Castro passou a ostentar no círculo das dondocas.

Nos bastidores, diziam até que ela bancava uns garotos de programa.

Uma vez, as outras esposas perguntaram se ela não tinha medo de o marido descobrir e pedir o divórcio.

A Sra. Castro deu de ombros. Depois de umas taças a mais, jogou todos os podres de Aron no ventilador.

Disse que ele já sabia de tudo, mas engolia seco.

Desde que ela não esfregasse na cara dele, o homem fingia demência.

O escândalo era de conhecimento público entre as madames, e Diana Cruz obviamente não ficaria de fora.

Rebeca ficou em choque com a revelação.

Na época, ela não tinha entendido por que Aron sumiu do mercado de repente. Apenas ficou confusa.

Nunca imaginou que a culpa fosse sua!

E muito menos que Samuel Batista tivesse feito tudo aquilo pelas costas dela!

Quando voltou ao salão principal, ainda atônita, Samuel já não estava mais lá.

Ele tinha ido embora?

Assim? Sem avisar?

Desde o término, foi a primeira vez que Rebeca sentiu um vazio no peito por ele ter saído mais cedo.

Na segunda metade da festa, Renato Lage finalmente se desocupou e chamou Rebeca para a sala de reuniões.

Rebeca tinha a tecnologia e as mentes brilhantes.

Renato tinha o dinheiro e os contatos.

Brincos de diamante balançavam no ritmo de risadas elegantes.

Pelas enormes janelas de vidro, a famosa vista noturna da Cidade H se exibia em todo o seu esplendor.

O mar parecia um tapete de veludo negro, abraçando as luzes deslumbrantes da costa.

Alguém suspirou ao fundo:

— A Cidade H é perfeita. Pena que não neva.

Talvez esse fosse o único defeito daquela metrópole insular.

Quando o telefone tocou com a ligação de Alexandre Castro, Rebeca já estava na calçada esperando.

Tinha saído do hotel mais cedo para pegar um vento frio no rosto e clarear a mente.

Mas subestimou a potência do vinho. Em vez de melhorar, a tontura só piorou.

Suas mãos falharam, e o celular escorregou, espatifando-se no chão.

Ela se curvou para pegar.

Mas uma mão de dedos longos e firmes foi mais rápida.

Na palma daquela mão, ainda havia um curativo médico.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta