[O contrato da Helena é obra sua?]
Samuel não negou: [Eu não estava querendo agradar minha sogrinha?]
Ele sempre se referia a Helena como "sogrinha", e a própria Rebeca tinha acabado aceitando o apelido, não o refutando como fizera no começo.
Ainda assim, era muito protetora com Helena e pensava no melhor para ela.
Então, por enquanto, Samuel precisava engolir aquilo.
[Embora a Helena sempre diga que quer viver de renda, lá no fundo ela se importa muito com a carreira. Pode até brincar com ela, mas por favor, não a deixe criar expectativas em vão.]
Rebeca transmitiu suas preocupações para Samuel.
[Eu sei. Desde que ela não seja um obstáculo para nós dois, eu a farei ganhar o título de melhor atriz.]
Como Helena saiu de manhã bem cedo, lembrou a Rebeca para não acordar para acompanhá-la, pois chamaria um táxi para ir ao aeroporto sozinha.
Mas quando desceu, descobriu que já havia um carro a esperando lá embaixo.
O motorista tinha uma atitude bastante respeitosa: — Srta. Castro, meu patrão me mandou levá-la ao aeroporto.
— Quem é o seu patrão?
— O Sr. Samuel Batista.
Aquilo era chantagem com cobertura de açúcar!
Mas... ainda nem tinha amanhecido, e para pedir um carro ela teria que caminhar até o cruzamento à frente.
Depois de lutar um pouco consigo mesma, entrou no carro, resignada.
— Srta. Castro, o meu patrão pediu para eu comprar este café da manhã para a senhora, pode comer devagar.
Assim que ela se acomodou, o motorista pegou o café da manhã que comprara antecipadamente do banco do passageiro e o ofereceu a ela.
Eram as sobremesas típicas daquela casa de chá cantonesa que ela havia comido há alguns dias.
Tsc.
O sujeito sabia mesmo como comprar as pessoas.
Se ela não tivesse seus preconceitos contra ele e não soubesse das barbaridades que ele fizera antes, acharia que o cara não era nada mau.
Sentada em um carro de luxo e comendo a sua sobremesa típica, Helena disse ao motorista: — Por favor, informe ao seu patrão mais tarde que não sou do tipo que se cala porque comeu da comida de alguém, ou que se curva porque recebeu alguma coisa. Eu como, pego e logo esqueço; tenho uma memória ruim.
O motorista concordou com um sorriso. — Tudo bem.
Saciada, ela ainda teve o capricho de avaliar o teto de estrelas do Rolls-Royce de Samuel.
— Este carro é bem confortável, e o teto estrelado é lindo.
Sem saber que botão tinha tocado, a divisória central se ergueu de repente.
E mesmo assim a marca tomara a iniciativa de deixá-la fazer pedidos e a promoveu ao posto mais alto que poderia oferecer:
Porta-voz mundial!
E ainda por cima caiu de paraquedas!
Quando saiu da sede da marca de joias, Helena estava tão leve que parecia caminhar sobre as nuvens.
— Tilda, me belisca! Por que isso me parece tão surreal?
Tilda mostrou a ela a mensagem de depósito na conta da empresa. — Parece real agora?
Muito real!
Então... era hora de curtir!
Ela convidou a sua equipe para comemorar em grande estilo, no melhor clube privado da Cidade N.
No entanto, a sua equipe era pequena; só havia cinco pessoas no total.
Todos já não se reuniam havia um bom tempo e beberam com alegria.
No meio da comemoração, Helena saiu para atender a um telefonema e, ao voltar, passou em frente a um dos camarotes.
Em princípio, não teria prestado atenção, mas, de repente, ouviu o próprio nome e parou instintivamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta
Queria muito ver o final desse livro...