Ele não deveria ter exagerado. Agora, nem teria a chance de ser paparicado com colher pela Vania.
— Acho que você está em boa forma e não deve ter problema para comer sozinho — disse Vania com despreocupação.
Além disso, restava apenas um pouquinho de mingau, e ela ficou aliviada por Hanson conseguir dar conta sozinho.
— Tá bom. — Sem alternativa, ele terminou a refeição com os olhos marejados.
Ao terminar, Hanson ficou preocupado ao ver que Vania ainda não tinha comido e disse: — Querida, deixa eu te alimentar.
Se ela não conseguisse, ele podia alimentar a esposa boca a boca.
Com esse pensamento, Hanson recuperou o ânimo e saltou da cama do hospital.
— Devagar — aconselhou Vania, apreensiva com os movimentos apressados dele.
Por outro lado, ele achava que não havia problema físico algum, então trouxe o mingau preparado até Vania e falou: — Querida, você ainda não comeu. Deixa eu te alimentar.
Ao ver o sorriso maroto dele, Vania contraiu os cantos da boca e respondeu: — Melhor eu mesma.
Ela não queria dar trabalho ao doente. Além disso, suspeitava que Hanson estivesse tramando uma “conspiração”.
— Fico feliz em te servir, querida. — Ele se sentou diante dela com um sorriso, e então a colher ficou em frente ao rosto dela.
— Eu mesma faço. Não quero judiar do doente.
Vania estendeu a mão para pegar a colher na mão de Hanson, mas ele desviou, dizendo: — Assim está ótimo. Na verdade, tenho um segredinho pra te contar — falou em tom misterioso.
— Hã? Então por que não fala de uma vez? — ela perguntou, franzindo a testa. Hmph! Não acredito que ele esteja escondendo coisas de mim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Seus Sete Pequenos Guarda-Costas