"A chave do cofre está nas mãos da mamãe, claro", respondeu Lily com voz inocente.
As palavras soaram como provocação para Hanson. Não era precisamente dizer que a chave estava com Vania? Ele ergueu as mãos, exasperado: "Então ainda não dá para abrir a porta." Num instante, sentiu que o dinheiro gasto naquele dia não tinha valido tanto a pena.
Nesse momento, Jack lançou-lhe um olhar de desaprovação. "Papai, estamos na era da ciência e da tecnologia. Não me diga que acha que um cofre só pode ser aberto com uma chave."
Hanson retrucou sem muita emoção: "Nesse caso, vai me dizer que o cofre também precisa da impressão digital da sua mãe?" Naquele momento, ele já tinha perdido a fé nas crianças.
Jack sorriu. "Nada disso. O cofre destranca por reconhecimento facial, mas só reconhece o rosto da mamãe."
Isto não vai prestar. Minha pressão está subindo, pensou Hanson. Ele levou a mão à testa, sem saber como continuar a conversa com as crianças.
Jacob deu-lhe um tapinha na mão. "Calma, papai. Já que recebemos seu dinheiro, não vamos deixar você na mão."
"Vocês têm alguma solução?"
Jacob respondeu: "A gente pode destrancar o cofre usando nosso notebook." Eles tinham programado o sistema para isso na época.
Hanson ficou sem palavras com o que Jacob disse. Então nada do que tinham falado antes servia para alguma coisa?

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