Hanson deixou um rastro de beijos em Vania, como se beijasse um tesouro raro e não ousasse degustá-lo por completo.
“Amor, como vai me recompensar?” Mesmo no auge da paixão, ele não perdeu a chance de provocar.
Se eu pisar no freio agora, esse cara vai pirar, pensou ela.
Então, quando estava prestes a oferecer outra forma de recompensa, ouviu-o murmurar: “Já que está difícil pensar em algo, eu decido por você.”
Em seguida, ele começou a acariciá-la, e ela fungou com desdém no íntimo. Por que ele se deu ao trabalho de perguntar se já tinha decidido? Era só formalidade?
Ela sentiu que lhe faltava autoridade como esposa e resolveu bolar um jeito de fazer suas palavras pesarem mais.
“O que você está pensando? Se distraiu?” Ele fixou a atenção em Vania, acolhida em seus braços. Os olhos dela cintilavam com um certo brilho, e ele percebeu na hora que a mente dela vagava por outro lugar.
Hum, como é que ela se distrai estando nos meus braços? pensou ele, sentindo que sua atratividade masculina estava sendo desafiada.
Por isso, empenhou-se ainda mais para prender a atenção de Vania somente nele. Com seu temperamento dominante, ele não suportava a ideia de a esposa pensar em qualquer coisa que não fosse ele.
Enquanto isso, ela decidiu apenas fechar os olhos, e as palavras que queria dizer ficaram entaladas na garganta porque o beijo de Hanson selou sua boca.
Ele nem me dá chance de responder. Que tirano, reclamou ela por dentro, mas ele parou de repente.
“Hã?” Ela abriu os olhos, confusa, e lhe lançou um olhar de perplexidade.
Será que ele resolveu ouvir a consciência e me soltar?
No entanto, ele interpretou a confusão dela de outro modo.
Ele lhe deu um sorriso vitorioso antes de lamber a borda dos lábios. “Pelo visto você não quer que eu pare. Então vou continuar, do jeitinho que você quer”, disse, e voltou a beijá-la.

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