Enquanto falava, ele ergueu Vania da cama e a carregou até a sala de jantar, ignorando o olhar de recusa nos olhos dela.
Naquele momento, já havia uma grande variedade de petiscos sobre a mesa. Hanson pegou um muffin e aproximou-o dos lábios dela, dizendo: "Abre a boquinha, meu amor. Essa sobremesa é doce; mais doce até do que você".
Ao ouvir o comentário leviano, Vania ficou sem graça de abrir a boca. Não podia simplesmente ficar calado quando eu quero comer?
"Como é que você vai ter força se não comer?" Hanson continuou sorrindo. "Anda, seja boazinha", sussurrou, cuidando de Vania como se fosse um bebê. "Bonitinha, abre a boca. Diz ‘ah’…"
Sem conseguir resistir, Vania abriu a boca e deu uma mordida no muffin como se estivesse descontando a raiva. Sentiu a doçura descer pelo estômago e, de imediato, as forças voltarem. Assim que recuperou o vigor, passou a xingar Hanson por dentro.
Hanson percebeu de relance o que passava pela cabeça dela. "Amor, praguejar não é um bom hábito."
Quando Vania se preparava para retrucar, ouviu-o dizer: "E ficar com raiva deixa a pessoa feia".
Aaargh… Esse idiota está dizendo que eu sou feia? Vania lançou-lhe um olhar de esguelha, em segredo. Esse cara adivinha o que eu penso toda santa vez. Parece que diante dele não consigo fazer nada.
Para desgosto de Vania, Hanson notou a leve mudança na expressão dela. Ele comentou com uma risadinha: "Mas você ainda pode me amar".

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