“Você tem razão; é doce.” Hanson sorriu, ainda saboreando o beijo.
Como ele vivia dizendo que ela tinha um gosto doce, Vania sentiu o rosto esquentar na hora e, sem jeito, mudou de assunto. “A gente precisa se apressar e arrumar um trabalho. Ainda temos que ganhar o dinheiro da viagem, lembra?”
“Certo. Você que manda, meu amor.” Ele assentiu, colaborativo. Satisfeito, toparia qualquer coisa que pedissem.
Meu Deus, como ele consegue soar tão meloso?! A gente não aguenta mais!, pensou a equipe.
Vania puxou Hanson para longe do caramanchão de uvas. Tinha a sensação de que nunca mais veria uvas do mesmo jeito.
Logo, o casal conseguiu trabalho numa pousada rural.
O chef responsável pelos espetinhos grelhados estava fora naquele dia, então pediram para Hanson assumir o lugar dele.
Vania, por sua vez, ficou como atendente.
Por sorte, Hanson não causou problemas durante o serviço, e a equipe suspirou aliviada quando eles chegaram no horário combinado. Imagine se o grande Presidente Luke resolvesse fazer greve naquele momento. Ia ser um custo para convencer o homem a voltar a trabalhar.
Mais tarde, todos retornaram ao ponto de encontro.
“Parabéns por conseguirem dinheiro suficiente para a viagem, pessoal”, disse Silas.
O grupo também achou o dia puxado e aplaudiu uns aos outros em forma de congratulações.
Porém, quando todos ainda estavam tomados pela alegria, Silas continuou: “Os gastos do jantar de hoje vão ser pagos com o dinheiro que vocês ganharam.”
“Precisam ser tão rígidos?!” Os casais não se contiveram.
“Precisamos.” Silas assentiu. “Nosso programa é cem por cento autêntico. Quando dissemos que vocês teriam que ganhar as próprias despesas da viagem, era pra valer.”
Dito isso, ele mandou a equipe trazer os ingredientes para o jantar daquela noite, levando todos a exclamar de novo: “A gente vai ter que cozinhar?!”

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