A única emoção que Hanson aceitava de bom grado era aquela vivida a dois.
“Hahaha”, Vania caiu na risada, solta e feliz.
Jamais imaginou que o intrépido presidente da empresa teria medo de montanha-russa.
A revelação a divertiu tanto que riu até a barriga doer e, mesmo assim, não parou.
“Ah, entendi. O coração do seu homem está aos pulos e você nem se dá ao trabalho de demonstrar preocupação; ao contrário, ri toda satisfeita.” Hanson beliscou o nariz dela em tom de castigo. “Você não devia estar me consolando?”
Vania continuou rindo, os olhos se fechando em ondas de alegria. Demorou um pouco até perguntar: “E como você quer que eu te console?”
Dito isso, tomou a iniciativa e o beijou de novo. Depois de um instante, afastou os lábios e perguntou: “Assim?”
A voz dela saiu um pouco rouca—daquela rouquidão que arrepia até a ponta dos pés.
Já era a segunda vez que Vania tomava a frente e o beijava, e isso em nada acalmou o coração de Hanson. Ao contrário, ele batia ainda mais rápido. “Dessa vez eu juro que não tô bem, meu amor.”
Não era só o ritmo acelerado. Ele sentia o coração prestes a saltar do peito.
Como se o próprio coração quisesse se oferecer a Vania, e, a bem da verdade, ele estava mais do que disposto a entregá-lo.
Vania manteve o sorriso enquanto acariciava o peito dele, num gesto de acalanto. “Tudo bem. É assim mesmo com qualquer homem maduro que se apaixona.”
Pronto, funcionou. A pulsação de Hanson voltou ao normal.
Ele compôs uma expressão severa e cobrou: “Então você acha que eu tô velho, é isso?”
“Claro que não. Eu não disse nada—quem falou foi você.” Enquanto respondia, Vania começou, de propósito, a desenhar pequenos círculos no peito dele com a ponta do dedo.
Hanson sentiu um arrepio percorrer o corpo. O autocontrole, por um fio.
Ele segurou a mão arteira e perguntou: “Então me diz você. Eu tô velho?”

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