Ela lançou um olhar para Hanson, que ficara ao seu lado o tempo todo. Então disse: "Ainda tenho coisas para resolver na minha empresa. Agora que meu pé está bem, você pode me deixar ir?"
Ao ver a determinação em seus olhos, Hanson perguntou: "Você precisa mesmo ir hoje?"
Vania respondeu: "Não é que eu precise, mas vou me sentir desconfortável enquanto isso não estiver resolvido." Além disso, ela queria falar com Linda cara a cara sobre o que havia acontecido no microblog.
No fim, Hanson assentiu, consentindo. "Me dá um minuto, então", disse ele. Com isso, levantou-se e saiu.
Vania ficou intrigada. No segundo seguinte, porém, entendeu o motivo: Hanson empurrava a cadeira de rodas que tirara do depósito.
Era a mesma cadeira de rodas que ele havia levado ao escritório dela da última vez. Naquela época, eles ainda não eram um casal.
Vania ficou um pouco relutante. "Eu preciso mesmo usar a cadeira de rodas?"
Hanson, no entanto, foi imperioso; não lhe deu oportunidade de dizer não. "Se você quer ir ao seu escritório, tem que me obedecer."
Vania se sentiu meio sem saída, mas concordou. "Tá bom."
Ao ver o diamante cintilando na cadeira de rodas cor-de-rosa, Vania voltou a questionar o senso estético do homem. Por que eu não achei essa cadeira tão espalhafatosa naquela hora? Ah, claro, eu devia estar tão surpresa com o que ele fez que nem tive tempo de examinar a cadeira direito. Agora que olhava para ela, achou-a tão chamativa que mal conseguia se sentar.
Percebendo sua repulsa pela cadeira, Hanson sugeriu: "Querida, se você realmente não quer usar a cadeira de rodas, então vamos deixar pra ir ao seu escritório outro dia." De qualquer maneira, ele queria que a esposa ficasse em casa; seria a melhor escolha ela não ir.

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