Vania só conseguiu saltitar para trás feito um coelhinho diante de Hanson. "Amor, foi assim que eu fiquei pulando por aí", disse, com um tom de quem acabou de conquistar algo.
Hanson se aproximou e perguntou, impassível: "Como você está se sentindo?"
"Não sinto nada." Ela ficou um pouco confusa, mas ainda assim deu leves tapinhas na perna para mostrar que estava tudo bem.
"Parece que o remédio da nossa filha é realmente eficaz", acrescentou Hanson de repente.
"Claro. Nossa filha não é uma médica talentosa?" Vania estava bem orgulhosa disso, mas não conseguiu evitar a pergunta sobre por que ele havia tocado no assunto de repente.
Ao ver que Vania ainda fingia não entender, Hanson exibiu um sorriso meio diabólico. "Mas, se não me falha a memória, foi essa perna que você machucou, não?" Ele apontou para a perna em que Vania estava apoiada, emanando um frio no ar.
Foi o suficiente para que Vania sentisse o arrepio e começasse a tremer. Uh… Que situação constrangedora. Rapidamente, ela trocou o apoio de perna e esboçou um sorriso sem graça. "Hehe. Como eu disse, nossa filha é uma médica habilidosa. Eu nem consigo sentir nada."
Hanson Luke não era o tipo de homem paciente com tanto devaneio. Por isso, fechou a distância entre eles, obrigando-a a recuar até se sentar numa cadeira. "O que eu disse quando saímos de casa hoje?" perguntou, em tom severo.
"Q-Que você ia me buscar no trabalho." Ela engoliu em seco enquanto sustentava o olhar do homem. Por que meu coração está acelerando de novo? Por que você faz minha pulsação subir em qualquer situação últimamente?
"Não foi isso." Ele ergueu o queixo dela, forçando-a a manter contato visual.
Ela, porém, não queria, então deixou o olhar passear pelo quarto. "Então, a que você está se referindo?" Como sua voz saiu com uma leve tremedeira, qualquer um que a visse assim sentiria certa pena dela.

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