"Entendido." Angustiada, Linda lançou um olhar para Vania, como quem dizia: Chefe, você esqueceu o que me disse?
"Certo, agora é a sua vez." Depois de anunciar a punição de Linda, Hanson voltou o olhar para Vania. "A sua não será tão leve." Então, com ela nos braços, levou-a apressado escada abaixo.
Naquele momento, Vania queria fugir com todas as forças. Mas sabia que não conseguiria.
Depois de colocá-la no banco do passageiro, Hanson a fitou com um brilho nos olhos. "Você pediu por isso." No começo, ele não queria tratar uma convalescente desse jeito, mas já não se importava. Assim, fechou a porta, arrancou o carro e partiu para casa a toda.
No quarto.
Hanson fitava Vania com ares de cavalheiro. "Quero ouvir você me chamando assim, agora."
Hã? Os olhos de Vania correram de um lado a outro; ela não fazia ideia do que ele queria dizer.
"Vai desobedecer?" O tom dele ficou incisivo.
Como Vania sabia que a culpa era dela, não podia fazer nada que atiçasse ainda mais a ira do homem num momento tão crítico, sob pena de os próximos dias virarem um suplício. Por isso, assumiu um ar submisso e perguntou: "Quer que eu te chame de quê?" A pergunta dele veio tão de repente que ela não sabia o que ele queria ouvir.
"Já perdeu a memória?" perguntou ele, com um tom provocador.
Sempre que ele vinha com aquele ar maroto, ela acabava se dando conta na hora, e imediatamente entendeu o que ele queria ouvir.
Agora que a minha punição começou, será que ainda dá para escapar? Ela achou que, mesmo cedendo, a punição daquele dia viria de qualquer jeito. Então, preferia não lhe dar o gostinho de chamá-lo assim.

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