Quando estava trabalhando, Luana exalava uma aura contida, mas imponente, séria, fria, focada.
David ficou inexplicavelmente nervoso. De repente, segurou o pulso dela, se inclinou e perguntou:
— É realmente seguro?
— É. — Respondeu ela, com calma.
— Não vão te rastrear? Se descobrirem, você vai presa.
— Se eu ainda trabalhasse na sua empresa, teria percebido na hora quando o Miguel fez alguma coisa. E ele já foi preso.
— Eu tô perguntando é de você. Consegue garantir que está segura?
Luana percebeu a preocupação dele.
— Fica tranquilo. Tenho muita coisa pra fazer agora, terminar minha tese, aproveitar minha vida... Não vou me meter em perigo à toa.
Ela só tinha agido em Cidade G porque já tinha certeza de que tudo estava sob controle.
Mas ao ver que ele ainda estava tenso, franziu a testa, sem entender:
— Tá tão sério por quê? É coisa de uns dez minutos. Moleza. Se tá sem fazer nada, vai pro banheiro. Quando sair, já terminei.
David ficou paralisado, o choque estampado na cara:
— Dez minutos? Nossa, é fácil assim?
Ele já estava com o coração acelerado, preparado pra virar a noite. E ela ali, serena, como se fosse apertar um botão e pronto. Ele se sentiu meio idiota.
Quer dizer... invadir o firewall dos outros, causar dano e sair sem deixar rastro… como isso podia ser simples?
Miguel só tinha conseguido porque levou Rui Batista da empresa do David, e o cara conhecia de cor a segurança interna.
Mas Luana? Ela estava entrando de fora. Vai ver era capturada logo nos primeiros segundos.
— E o que você esperava? — Disse Luana, com o mesmo tom tranquilo.
— ... Porra. Tá bom, faça como quiser!
David soltou o pulso dela.
Luana começou a digitar.
Os quatro monitores mudaram de tela.
Linhas e mais linhas de código começaram a rodar sem parar.
David ficou zonzo. Parecia que estava lendo chinês.
Olhou um pouco pros monitores, depois pra Luana.
A postura segura dela, a expressão tranquila, foi deixando o coração acelerado dele mais calmo, aos poucos.
Em apenas alguns minutos, David teve mais uma certeza cristalina.
Ela estava fazendo um favor enorme, e ele não era tão sem noção assim, pelo menos agora estava obedecendo numa boa.
De bom humor, foi passando pela sala, assobiando e até fingiu fazer um arremesso de basquete antes de ir até a porta.
— Quem é? — Perguntou com desdém.
Mas quando viu o homem alto parado do lado de fora, o corpo inteiro dele ficou em alerta.
Olhou Dante de cima a baixo, cheio de desconfiança.
Talvez fosse só paranoia, mas jurava que o cara tinha um quê daquele merda do Henrique.
E qualquer homem que tivesse algo em comum com o Henrique... David já odiava por tabela. Nem queria saber quem era e já perguntava num tom nada amigável:
— Quem é você?
Dante estava de bom humor.
Então o encontro da Luana era com o irmão dela.
— Dante Siqueira. — Disse ele. — Vizinho da sua irmã.
David soltou uma risada debochada.
Não suportava homem engravatado, todo cheio de pose, cara de tiozão galã.
— E eu com isso? Quem aparece essa hora pra ver minha irmã? Você tá é perturbando ela, né? Já tô avisando, fica longe dela, entendeu?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Que palhaçada... O capítulo 944, mesmo para quem tem crédito......
Quando vai sair os demais capítulos??...
🤦🏽♀️...
Já perdi a paciência, mta enrolação. Logo de cara já dá pra saber qm presta e qm não presta,, não precisa ficar repetindo a cada capítulo. Se eu tivesse visto a avaliação antes, nem teria perdido meu tempo....
A cada dialogo tem uma explicação enorme de pensamento e passado. Quanta encheção de linguiça...
Nossa,quanta enrolação...agora a irmã postiça entra em ação serão zilhoes de capítulos o história não chega ao fim nunca....
Muita enrolação... Uma história sem fim......
História sem fim......
Olá bom dia! Estou tentando desbloquear o capítulo 910 e está dando erro. Poderiam verificar para mim por favor....
Você começa uma história que tinha tudo pra ser ótimo, aí o autor foge totalmente da realidade, pense num arrependimento de ter começado, só pra ter raiva....