Luana não disse mais nada, virou o rosto para a janela e ficou observando a paisagem passando rápido, até sentir o coração acalmar.
Contar com Dante para resolver grandes assuntos parecia algo natural, mas, nos detalhes do dia a dia, ela ainda não estava acostumada. Esse tipo de cuidado era diferente daquele de defendê-la em público.
No fundo, as duas atitudes mostravam que ele era uma pessoa muito boa, mas comprar com antecedência o presente que ela daria a um amigo tocava diretamente um ponto sensível.
Quando a mãe ainda estava viva, Luana estava acostumada a ser cuidada assim. Depois, foi Lorena quem ficou ao seu lado...
Por isso, Lorena se tornou sua melhor amiga. E agora, havia também Dante.
O carro seguia silencioso, com um leve aroma frio de perfume no ar. Do lado de fora, as luzes de néon passavam rápido pela janela, e, sem querer, Luana se lembrou da sua mãe, Janaina.
Nem percebeu quando os olhos começaram a marejar.
Continuou olhando para fora, sem deixar transparecer nada.
Mais de meia hora depois, o carro parou na Rua do Sul, número 19.
Era a nova casa de Leandro, numa área cheia de belos casarões antigos. Lorena morava logo ao lado, no número 18. Como tinham vindo direto, não a viram no caminho.
Ao descer, Luana abriu a porta do banco da frente para pegar os presentes. Mas, antes que pudesse segurá-los, uma mão longa e firme agarrou as alças dos sacos.
Ela se virou e viu Dante. Instintivamente, entregou-lhe os pacotes, não sabia o que ele tinha comprado, só que eram um pouco pesados.
Estava prestes a sugerir que entrassem juntos quando percebeu que ele a observava de sobrancelhas levemente franzidas, fixo em seus olhos.
A emoção que sentira no carro tinha sido súbita, mas não achava que ele pudesse perceber. Piscou e desviou o olhar para a porta:
— Vamos…
Mal pronunciou a primeira sílaba, Dante segurou seu queixo e virou seu rosto de volta para ele.
Ele olhou fixamente em seus olhos, com uma intensidade que tornava impossível saber se estava bravo ou sentindo outra coisa qualquer:
— Você chorou?
O olhar dele era afiado, como se pudesse enxergar através dela.
Luana se sentiu nervosa, afastou a mão dele:
— Não chorei.
— Já faz uma semana que a gente não se vê, hein?
Lucas puxou conversa com naturalidade. Luana apenas assentiu com a cabeça. Em seguida, Lucas olhou para Dante. No breve momento em que os olhos dos dois se cruzaram, Lucas franziu as sobrancelhas. Sentiu uma hostilidade inexplicável vinda do outro homem. Talvez fosse só impressão.
— Sr. Dante.
Dante não se deu ao trabalho de responder, entrou com o rosto fechado.
Dante não se deu ao trabalho de responder, entrou com o rosto fechado.
Lucas logo notou que ele carregava dois presentes. A segunda caixa, evidentemente, era de Luana.
Seu olhar escureceu por um instante. Com os olhos semicerrados, lançou um olhar gelado para as costas de Dante.
— Eu vou indo. — Disse Luana, sem dar muita atenção.
Lucas voltou ao normal imediatamente, sorrindo com doçura para ela:
— Tá bom. Daqui a pouco vou te chamar pra tomar um drink comigo, hein.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Que palhaçada... O capítulo 944, mesmo para quem tem crédito......
Quando vai sair os demais capítulos??...
🤦🏽♀️...
Já perdi a paciência, mta enrolação. Logo de cara já dá pra saber qm presta e qm não presta,, não precisa ficar repetindo a cada capítulo. Se eu tivesse visto a avaliação antes, nem teria perdido meu tempo....
A cada dialogo tem uma explicação enorme de pensamento e passado. Quanta encheção de linguiça...
Nossa,quanta enrolação...agora a irmã postiça entra em ação serão zilhoes de capítulos o história não chega ao fim nunca....
Muita enrolação... Uma história sem fim......
História sem fim......
Olá bom dia! Estou tentando desbloquear o capítulo 910 e está dando erro. Poderiam verificar para mim por favor....
Você começa uma história que tinha tudo pra ser ótimo, aí o autor foge totalmente da realidade, pense num arrependimento de ter começado, só pra ter raiva....