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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 419

Dante percebeu o sorriso breve que escapou no rosto dela.

Sempre que se tratava de Luana, ele perdia a lógica, deixando o instinto falar mais alto.

Como naquela tela de pintura.

E agora, com Bento…

Um garoto insignificante, ainda por cima chorão.

E, mesmo assim, Dante sentia ciúmes.

Só que, se Luana voltava a olhar para ele, o resto deixava de importar.

Como uma semana sem vê-la. Bastou reencontrá-la e toda a sombra sumiu. Nem lembrava mais por que estivera de mau humor.

Com ela por perto, virava outro homem. Até o coração, antes tão controlado, tropeçava.

Bastava uma frase de cuidado.

E ele chegava a se sentir… quase embriagado.

Luana estava com pressa, acelerou o carro, mas sempre com firmeza.

Aos olhos de Bento, Luana mantinha o olhar firme à frente, controlando o volante com uma calma extrema, segura e cheia de precisão.

Era um tipo de beleza objetiva, que não importava se fosse homem ou mulher, quem visse não conseguiria desviar o olhar.

Bento ficou encarando, sem piscar.

Até perceber uma sombra de perigo.

Bento levantou os olhos de repente, e no retrovisor cruzou com Dante.

O choque o deixou paralisado, com o corpo inteiro arrepiado.

Só então caiu a ficha.

Luana e aquele homem poderoso tinham vindo juntos. Já os vira juntos no bar também.

Será que eram um casal?

Mas... o jeito como se tratavam não parecia exatamente de namorados!

Bento ficou curioso, mas como eles não disseram nada, não ousou perguntar. Afinal, era a vida particular deles.

Logo entraram na via principal, bem mais lisa. Luana aproveitou para ganhar velocidade.

— Agora vai sem solavanco. Podem aproveitar e cochilar um pouco.

Bento, já exausto depois do susto e de gastar tanta energia, não tentou mais se forçar a ficar firme. Obedeceu direitinho e fechou os olhos.

Dante não queria descansar, queria apenas ficar ali, acompanhando ela.

Luana percebeu.

Com Bento já dormindo, ela não disse nada, só soltou a mão direita e deu duas palmadinhas leves na mão do homem.

Quando ia puxar de volta, os dedos longos de Dante a seguraram. Ela sentiu a pressão suave, nem forte nem fraca, e o calor da palma dele se espalhando pela sua mão.

Pareciam até duas grandes estrelas.

Só que, no meio artístico, quase todo mundo tinha a beleza nas alturas e gostava de se produzir. Por mais que fossem deslumbrantes, ninguém ficava encarando por muito tempo.

— Quando terminar a audição, me liga. — Disse Luana, já com uma ideia na cabeça.

— Luana, não posso continuar te incomodando. Vou lá ver, se não der em nada, volto sozinho. Você e o Sr. Dante podem cuidar dos seus compromissos! — Respondeu Bento.

Luana não insistiu, apenas deu uma tapinha no ombro dele:

— Vai logo pra entrevista.

— Tá bom! — Ele assentiu.

Dante lançou mais um olhar para o ombro de Bento.

Luana já tinha confortado o garoto várias vezes.

Bem mais do que ele mesmo...

Bento adorava a forma como Luana o tratava, mas com Dante não era assim. Além do medo, precisava ser extremamente cortês. Disse, todo cauteloso:

— Sr. Dante, tô indo.

— Tá. — Ele respondeu, frio.

Bento ficou com o rosto engessado e correu em direção ao set.

E essa cena… foi vista por Ivan, que estava sentado dentro de uma van executiva.

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