Entrar Via

Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 518

Dante não pensou muito. Luana sempre o tratava com educação, mas justamente isso era o que mais o incomodava agora.

O olhar dele ficou parado nos lábios dela por um instante, conteve o impulso e a levou para o quarto.

A suíte presidencial continuava luxuosa.

Mas já não era como antes.

Luana o acompanhou até o quarto. O joelho estava devidamente enfaixado, a crosta de sangue já nem se via mais. O pulso também estava livre, não havia mais aquela dor aguda como se fosse quebrar a qualquer momento.

E, sobretudo, ao lado dela agora estava Dante, um homem que lhe transmitia uma segurança inabalável.

Luana se sentou no sofá. Tudo parecia repetir a cena anterior.

Só que, dessa vez, ela não sentiu vontade de fugir às pressas dali, nem de procurar alguma coisa à mão para acertar na cabeça de Henrique, só para ser pega de novo e subjugada com ainda mais força, tampouco havia a opressão sufocante e a tensão de ver Henrique à beira da loucura, quase disposto a arrastá-la junto para a destruição.

Luana soltou um suspiro sem nem perceber e, quando caiu em si, notou que a mão ainda estava fechada com força.

Ela abriu a mão devagar, e as unhas, que tinham se enterrado sem querer na pele, deixaram várias marcas na palma.

Depois voltou a fechar o punho, desta vez sem aquela tensão automática. Apertou levemente, soltou outra vez e ficou observando em silêncio o movimento da própria mão.

Só agora, naquele espaço seguro onde não havia nenhuma ameaça ao redor, conseguiu de fato se recuperar das emoções negativas.

Dante trouxe duas garrafas d’água, abriu uma e lhe estendeu.

Luana pegou e bebeu um gole.

Ele se sentou ao lado dela. Os dois se encararam, ele ia abrir a boca para falar.

Luana olhou para a mão dele:

— Por que não passou remédio?

— Ferimento leve.

— Deixa que eu cuido disso.

Até agora Dante não tinha tratado o ferimento. Luana sabia exatamente o que ele estava tentando.

Assim que percebeu a intenção dele, Luana teve a sensação de atravessar uma névoa, de repente ficou muito mais esperta.

Era fácil demais decifrar os pensamentos de um homem, ainda mais quando ele nem se preocupava em disfarçar.

Como Lorena tinha dito, era fácil perceber o propósito dele, só que Luana antes nunca tinha pensado por esse lado e acabou ignorando muitos detalhes.

Ali havia um kit de primeiros socorros.

O dorso da mão de Dante estava cheio de arranhões, principalmente nas juntas, a pele estava rompida e ainda havia marcas de sangue.

Depois de terminar de cuidar da mão, Luana levantou o rosto e encontrou o olhar dele.

Diferente de antes, não ficou tão nervosa, tratou como algo natural:

— Você também tem um corte na orelha.

Dante nem sabia que tinha se machucado ali:

— É grave?

Luana sorriu:

— Se você nem percebeu, não deve ser. Mas tem dois arranhões.

Assim que disse isso, pegou um cotonete com iodo e se aproximou do rosto dele, erguendo um pouco o queixo para limpar a orelha.

Os dois estavam muito próximos, e o olhar de Luana caiu naturalmente naquela parte. Normalmente ela nunca teria oportunidade de reparar na orelha de um grande CEO. Esse exame tão detalhado não combinava com a relação entre eles, encarar demais poderia soar como uma ofensa.

Mas, olhando de perto, parecia que pessoas bonitas tinham detalhes impecáveis em todo lugar. O contorno da orelha dele era muito bonito.

Atrás da orelha também havia um arranhão.

Talvez tivesse sido feito por uma unha, ou então no momento em que pegaram objetos do hotel e os arremessaram um no outro.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex