Só depois, Luana achou que era mesmo uma coincidência. No fundo, quase ninguém gosta de cruzar com um conhecido quando está sozinho na rua.
Ela era assim.
Dante, naquele dia, não estava de terno, usava um conjunto esportivo todo preto e, por cima, um sobretudo longo, também preto, da mesma marca daquele que ele havia jogado fora, só que num corte diferente.
Os traços marcantes continuavam perfeitos, aquele ar de indiferença congelava qualquer um.
Já que se encontraram, ignorar seria estranho.
Luana chamou de longe:
— Sr. Dante.
Dante virou com a cara fechada de sempre.
O olhar dele era tão gelado que Luana até sentiu um calafrio. Não insistiu, só acenou de leve e voltou a prestar atenção na própria compra.
Dante sentiu um tapinha no ombro, era Leandro:
— Quarta vez.
Antes que Dante pudesse soltar alguma resposta ácida, Leandro já tinha largado os dois copos de vidro e, super à vontade, foi até Luana, interrompendo a passagem dela no caixa:
— Oi, prazer, sou Leandro Pinto.
Leandro tinha olhos puxados e bonitos, com um sorriso permanente no canto da boca, mesmo quando estava sério.
Isso fez Luana lembrar de Lucas, os dois eram do mesmo tipo. Só que Lucas era mais delicado, já Leandro tinha aquele jeitão de malandro, típico do Norte, enquanto Lucas era mais sutil, como os caras do Sul.
— Prazer, Luana.
— Sou amigo do Dante. Ouvi que ele voltou pro país e vim de Cidade J só pra ver ele hoje.
Apontou pra camiseta branca sob a jaqueta de couro:
— Tá vendo? Passei a tarde jogando tênis com o Dante. Você joga? Podia marcar de jogar com a gente qualquer dia.
Luana ficou sem jeito com tanta conversa.
Que cara tagarela.
Na verdade, Luana até sabia jogar tênis, mas respondeu só pra cortar o assunto:
— Não, não jogo.
— Ah, mas tudo bem, assim o Dante te ensina. Ele manda muito, viu? Joga com uma elegância que você precisa ver pra crer. — E já virou pro caixa: — Moça, fecha a conta da senhorita aqui, por favor.
Enquanto falava, sem nem pausar, Leandro já tinha tirado um cartão black do bolso e entregado para a atendente.
Leandro soltou um “puxa” baixinho, se despediu apressado com um “até mais” e sumiu rapidinho da loja.
Luana ficou sem palavras.
Que situação era aquela...
No fim, gostou tanto do copo de árvore que, claro, não devolveu.
— Tem a nota fiscal aí?
— Tá dentro da sacola, senhorita.
Luana olhou: o copo custava 38 mil.
— Certo, obrigada.
Ela jantou no shopping, voltou pra casa, guardou as roupas novas no armário, colocou o copo na estante, tomou banho e, quando deitou, já eram dez da noite.
Pegou no celular e mandou pra Dante uma foto.
Era nota fiscal do copo.
“Você iniciou uma transferência de R$ 38.000,00”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Seria tão bom ler sobre a história que pagamos para ler, o casamento de Dante e Luana, saber como ficou o Henrique, as crianças e finalizar o livro. Ao invés de disso temos que ler a não sei quantos capítulos sobre a história de Júlia e David ( que poderia estar em um livro a parte de tão chata) Vamos autora, só de um fechamento a essa história infinita!...
Por que somente 1 capítulo por dia?...
Autora perdeu a imaginação? Já se passaram dias sem atualização. Espero que quando voltar, volte com todas elas......
Acabou no 1000 gente não tem continuação essa bexiga ?...
Que história mais enrolada... Acho que o autor não sabe mais o que escrever e está enrolando... Fora que é ridículo, um capítulo por dia....
Julia e Daivid aff muita enrolando sem graça...
A gente perde as moedas do nada... Comem as moedas, sem passar os capítulos....
É muita enrolação... Porque não soltam os capítulos?.. Estamos pagando e não conseguindo terminar essa história sem fim.....
Já era ruim com 3 capítulos por dia, agora com um só tá P E S S I M O, só queria terminar o livro logo...
Não consigo comprar ja tentei várias vezes está tudo correto....