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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 531

Lorena sabia que Leandro nunca teve pudor, sempre foi descarado, mas ainda havia algum limite. Hoje ele tinha passado de todos. Talvez antes só tivesse fingido, e agora, depois dela ter dado umas respostas atravessadas, ele parou de disfarçar. Esse sim era o verdadeiro Leandro.

— Sr. Leandro, ter como grande ambição virar garoto de programa é realmente admirável. Com essa aparência e porte físico, você poderia ter muito sucesso nesse ramo. Já vou até te desejar uma carreira brilhante.

Leandro não suportava que ela usasse aquele tom frio e afiado das negociações também contra ele. Continuou sem vergonha nenhuma:

— Pensa bem, Sra. Lorena. Não é como se nunca tivesse acontecido. Não confia na minha técnica? Lembra da nossa vez? Conta aí, quantas vezes você chegou numa só noite?

Lorena pegou um pacote de guardanapos e tacou na cara dele:

— Sr. Leandro, será que dá pra ter um mínimo de vergonha na cara?

— Eu só estou atendendo ao seu gosto. Por que se irritar? Aquele garotinho que te fez chorar de prazer, você já deixou escapar, não foi?

— Isso mesmo, mandei ele embora. Da próxima vez que eu vier pra Cidade G, peço ele de novo pra me servir. — Respondeu Lorena.

Leandro sabia que era mentira, mas não conseguia ouvir esse tipo de coisa sem se incomodar:

— Sra. Lorena, você é uma grande empresária. Faz as contas, não vale a pena. Eu te sirvo de graça, sem cobrar nada. Quando quiser, é só me chamar. Eu vou correndo, até em Cidade H você pode continuar aproveitando os prazeres de ser mulher. Esse negócio não tem prejuízo nenhum.

Lorena não queria bater de frente com Leandro, mas tem gente que nasceu pra levar bofetada. Nunca tinha visto um homem tão sem noção.

No passado, todos os namoros dela eram com rapazes mais novos, aqueles do tipo príncipe universitário. Já Leandro carregava um rosto absurdamente bonito, que não combinava em nada com seu jeito bruto. Os olhos naturalmente sedutores só aumentavam o contraste, e Lorena não achava graça nenhuma nisso.

Agora ele ainda se preocupava com a aparência, tinha mudado o estilo, mas quanto à personalidade… não muda nunca.

Bonito, ele era. O rosto era perigoso demais, capaz de atrair e enfeitiçar qualquer mulher. Só que não era o tipo jovem que ela gostava, por isso não rolou aquela primeira química.

E o pior era o caráter. Ela gostava de homens dóceis, atenciosos, obedientes. Leandro era o extremo oposto, desobediente, provocador, irritante.

Além disso, ele era alguns anos mais velho. Essa diferença de vivência já mostrava que ele não era burro, só fingia ser. Sem falar no histórico familiar dourado que carregava, dava pra imaginar a complexidade e a quantidade de encrencas que viriam junto.

— Meu cachorro não para de latir, fiquei de saco cheio. Saí pra espairecer e vim desabafar com a minha vizinha.

Lorena conhecia o poodle dele, chamado Toranja. Só o nome já mostrava a má índole dele. Não queria ouvir nenhuma daquelas desculpas esfarrapadas.

E o pior era saber que, mesmo mudando de cidade, Leandro tinha facilidade de descobrir onde ela morava. Essa sensação de perda de controle era exatamente o que ela detestava. Esses poderosos da Cidade J realmente a deixavam com medo.

Então, para desviar o assunto, comentou sobre o estilo dele, que tinha mudado muito desde que se mudara para Cidade H:

— E essa roupa? Mudou bastante de estilo, hein.

De fato, estava mais bem-vestido. O estilo combinava com o rosto dele, mas destoava totalmente da personalidade.

— Contratei um stylist pra montar meus looks diários. Antes eu não ligava pra isso, achava chato, desnecessário. Homem, no fim, é só colocar uma bermuda e tá bom. Mas o resultado é realmente bom. Desde que comecei a me arrumar, até eu me acho mais apresentável. O número de vezes que me param na rua pedindo meu contato aumentou muito.

Na verdade, tudo isso era por causa de Lorena. Ela era exigente, sempre impecável no estilo e no gosto. Se ele continuasse no visual de brutão desleixado, ela nem ia querer olhar pra cara dele. Então resolveu mudar. Até perfume estava usando agora, coisa que nunca tinha feito na vida.

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