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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 546

Dante tinha superestimado o próprio autocontrole. Na noite anterior, não conseguiu dormir direito.

De um lado, parecia que estava sonhando, excitado demais para pegar no sono. De outro, tinha a mulher que amava em seus braços, e o corpo não obedecia à razão. Foi uma tortura. Acabou até levantando para tomar um banho frio.

Ainda bem que Luana dormia profundamente, não viu o estado lamentável e constrangedor dele.

Por isso, Dante se levantou bem cedo e foi direto para o escritório.

O escritório da suíte presidencial era amplo. Ele se sentou na cadeira, olhando a paisagem pela janela, com o rosto impassível.

Luana acreditava que Henrique logo desistiria de importuná-la, mas isso era impossível.

Dante passou os dedos sobre a cicatriz no punho esquerdo, e as lembranças da infância voltaram.

Quando tinha 5 anos, era magro e pequeno. Ao lado de Henrique, ninguém diria que era o irmão mais velho. Naquela época, não tinha como enfrentá-lo. Uma vez, Henrique amarrou os pulsos dele com tiras de bambu e o deixou pendurado numa árvore por uma hora inteira. O pulso ficou marcado de sangue e deixou uma cicatriz bem leve.

Quando os adultos descobriram, Henrique apanhou tanto de Ângelo que ficou de cama por um mês, teve uma febre altíssima e quase morreu.

Com o punho ainda enfaixado, Dante foi escondido visitá-lo. Foi a primeira vez que viu Henrique tão acabado, e sentiu uma compaixão profunda. Disse para eles serem amigos dali em diante.

Henrique o olhou gelado e cuspiu nele.

Depois disso, nada nele mudou. Henrique ainda passou a culpá-lo pelas surras que levava de Ângelo, e ainda piorou suas agressões.

Com o tempo, Dante aprendeu a se defender e não sofreu tanto.

Agora, olhando para trás, via que Henrique não passava de um moleque mal criado, mas aquelas marcas, tanto a do pulso quanto as do coração, mesmo desbotadas, nunca desapareceram.

Por isso, Dante não nutria a mínima ilusão, Henrique nunca desistiria, exatamente como na infância.

Ele passou a unha sobre a cicatriz quase invisível. Com o avô, sua relação era a mais próxima, mas ele não era o único neto.

E justamente por esse laço de sangue, não poderia simplesmente destruir Henrique.

Não matava a raiva, mas já seria o suficiente para deixá-lo sem sossego.

Se Henrique resolvesse procurá-lo para criar encrenca, Dante tinha plena confiança de que ele não tiraria proveito algum.

E, além de tudo, já tinha percebido que Henrique não se importava tanto com ele como irmão. Depois do divórcio, só procurava Luana. Ela era a única coisa que lhe importava, e o fato de ela ter escolhido Dante era o que ele não conseguia engolir.

Portanto, a prioridade era afastar Henrique de Luana.

Era esse, inclusive, o pedido que ela tinha feito quando buscou ajuda, não queria mais ser incomodada, queria que ele a protegesse daquele homem. Se ela não tivesse essa necessidade, os dois nem teriam chegado a ficar juntos. Agora que estavam, essa se tornava sua responsabilidade. Não era questão de troca, mas de dever, proteger a própria mulher era o mínimo.

Dante discou para Igor.

— Já conseguiu levantar as informações?

Henrique tinha tempo de sobra para correr até a Cidade G atrás de Luana. Estava mesmo à toa, tão desocupado que saía correndo atrás dela por aí... Então, era hora de arrumar coisas para ele fazer.

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