Dante desligou o celular e massageou as têmporas:
— Talvez seja porque bebi um pouco.
Luana abriu a janela do carro:
— Toma um ar, vai melhorar.
Era ele quem deveria cuidar de Luana, mas no fim era ela quem se preocupava com ele. E, embora adorasse essa preocupação, Dante detestava essa versão de si mesmo.
Luana percebeu rápido:
— O que houve?
Ele segurou a mão dela e a acariciou de leve. O contato íntimo bastou para acalmar seu coração, como um calmante. Ele não queria que a mulher que amava ficasse preocupada com ele, muito menos que desperdiçasse energia se ocupando com emoções insignificantes que, no fundo, nem valiam a pena.
— Não é nada, estou bem.
— Sim, você está ótimo, sempre esteve. — Disse Luana. Apesar disso, ainda olhou para ele de relance. O homem continuava o mesmo, maduro e seguro de si, com uma aura inalcançável. Seu silêncio habitual carregava um toque de mistério.
Mesmo que surgisse algum problema, Dante sempre sabia lidar. Isso a deixava tranquila.
Ela apertou a mão dele:
— Trouxe um presentinho pra você.
— Que presente? — Dante conteve o turbilhão de emoções.
— Uma gravata. — Ela tinha visto Henrique usando a gravata que fora presente dela, então Dante também não podia ficar sem.
Pretendia dar ainda mais coisas a ele, porque gostar de alguém era isso, presentear sempre, assim como Dante fazia com ela.
O olhar dele escureceu.
Ele também tinha uma agora.
— Deixa eu ver.
No sinal vermelho, Luana pegou a caixa com a gravata e disse:
— Comprei no caminho pra cá.
Dante pegou. Era uma gravata preta com detalhes em dourado discretos, num padrão losango elegante.
Dante não era de falar muito sobre sentimentos. Mas, pelo comportamento, dava para saber se estava feliz ou não.
Como agora, ele a encarava sem disfarce.
O celular dele vibrou, mas ele nem percebeu.
— Seu telefone tá tocando. — Luana o lembrou.
Só então ele reagiu. Ao ver o identificador da chamada, seu rosto fechou na hora. Luana nem precisou olhar para sentir o clima pesado tomar conta do carro.
Fazia tempo que não sentia essa pressão.
Só quando ainda era apenas secretária dele e não havia intimidade, é que a opressão e a aura agressiva que emanavam de Dante a deixavam sempre em alerta.
Ele encarou a tela por vários segundos.
Luana achou que ele não atenderia. Mas, depois de uns quinze segundos, ele atendeu.
O celular encostado ao ouvido, uma voz carregada de ironia soou:
— E aí, sobrinho lindo, começou a namorar e nem me contou? Tá me deixando de lado, é isso? Se não fosse sua mãe comentar por acaso, eu nem saberia... Tô aqui na Cidade H, traz a sua namoradinha pra vir me visitar, né?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Seria tão bom ler sobre a história que pagamos para ler, o casamento de Dante e Luana, saber como ficou o Henrique, as crianças e finalizar o livro. Ao invés de disso temos que ler a não sei quantos capítulos sobre a história de Júlia e David ( que poderia estar em um livro a parte de tão chata) Vamos autora, só de um fechamento a essa história infinita!...
Por que somente 1 capítulo por dia?...
Autora perdeu a imaginação? Já se passaram dias sem atualização. Espero que quando voltar, volte com todas elas......
Acabou no 1000 gente não tem continuação essa bexiga ?...
Que história mais enrolada... Acho que o autor não sabe mais o que escrever e está enrolando... Fora que é ridículo, um capítulo por dia....
Julia e Daivid aff muita enrolando sem graça...
A gente perde as moedas do nada... Comem as moedas, sem passar os capítulos....
É muita enrolação... Porque não soltam os capítulos?.. Estamos pagando e não conseguindo terminar essa história sem fim.....
Já era ruim com 3 capítulos por dia, agora com um só tá P E S S I M O, só queria terminar o livro logo...
Não consigo comprar ja tentei várias vezes está tudo correto....