A voz dele era a mesma de sempre, baixa, fria, e por um instante Luana teve a ilusão de que não se passara tanto tempo assim desde a última vez que o vira.
Ela fez um gesto para Murilo, indicando que precisava atender a ligação, e se afastou um pouco.
Não quis perguntar “o que você quer?” ou qualquer outra formalidade. Ficou em silêncio.
Três ou quatro segundos depois, a voz de Henrique voltou:
— Feliz Ano-Novo.
Passaram-se mais dois segundos antes que ela respondesse, seca:
— Feliz Ano-Novo.
— Não vai me perguntar nada?
— Não.
Henrique deu uma risadinha baixa, cínica:
— Tudo bem. Eu só... senti muita falta de você. Quis ouvir a sua voz, por isso liguei.
Era o mesmo de sempre, ignorava completamente se ela queria ouvir ou não. Só pensava em si mesmo.
Luana franziu o cenho.
— Henrique, não tem mais necessidade disso. Cada um que siga a própria vida, não é melhor? Falar essas coisas agora serve pra quê? Eu estou com o Dante, você sabe, você viu.
A mil metros dali, na cobertura da suíte presidencial de um hotel, havia um telescópio montado diante da janela de vidro.
Henrique ajustava a lente, encarando a Luana que estava no jardim com o telefone na mão, como um voyeur.
Nesses meses, sempre que ele sonhava, era quase sempre com ela.
Enquanto isso, Luana e Dante viajavam juntos, passeavam, apreciavam a paisagem, felizes como um casal que já vive junto há muitos anos.
Os olhos de Henrique ficaram vermelhos.
— Desde que percebi que te amo, não consegui mais viver direito. Só consigo, se você estiver comigo.
Luana tinha razão. Henrique era obcecado. Mesmo que não fosse por amor, sua natureza não o deixaria desistir.
— Se você sabe disso tudo, por que ainda insiste?
— Porque eu sei, mas não consigo fingir ser um homem bom como o Dante. Luana, não era exatamente isso que você gostava em mim antes?
Luana ficou em silêncio. Apertou o celular de novo.
— Henrique, considera que eu dei azar. Vamos dizer que eu fui idiota, tá bom assim?
As palavras foram cortantes. Henrique sentiu um aperto no peito:
— Quer dizer que se arrepende de ter me amado?
Ela hesitou por um instante, depois disse com firmeza:
— Se você continuar desse jeito, sim. Me arrependo de ter te amado.
Henrique riu, riu o suficiente, e a voz dele ganhou uma ponta de crueldade:
— Luana, se estamos destinados a não ficar juntos, eu vou fazer com que você nunca me esqueça para toda a vida, vou me tornar um espinho entre você e Dante que não se consegue arrancar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Que palhaçada... O capítulo 944, mesmo para quem tem crédito......
Quando vai sair os demais capítulos??...
🤦🏽♀️...
Já perdi a paciência, mta enrolação. Logo de cara já dá pra saber qm presta e qm não presta,, não precisa ficar repetindo a cada capítulo. Se eu tivesse visto a avaliação antes, nem teria perdido meu tempo....
A cada dialogo tem uma explicação enorme de pensamento e passado. Quanta encheção de linguiça...
Nossa,quanta enrolação...agora a irmã postiça entra em ação serão zilhoes de capítulos o história não chega ao fim nunca....
Muita enrolação... Uma história sem fim......
História sem fim......
Olá bom dia! Estou tentando desbloquear o capítulo 910 e está dando erro. Poderiam verificar para mim por favor....
Você começa uma história que tinha tudo pra ser ótimo, aí o autor foge totalmente da realidade, pense num arrependimento de ter começado, só pra ter raiva....