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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 743

— Ainda se lembra do que aconteceu em junho do ano passado? — Perguntou Henrique.

Assim que Luana ouviu a primeira frase, um pressentimento ruim lhe atravessou o peito.

Claro que ela lembrava o que tinha acontecido naquele mês, ela estava grávida.

Por que ele traria isso à tona agora? Nostalgia?

As mãos de Luana se fecharam num reflexo.

Ao notar a mudança em seu rosto, Henrique disse:

— Então é verdade, você ainda se importa com o nosso filho.

O rosto dela endureceu.

Hoje, ela já não sentia nada por crianças, mas naquela época ela realmente estava cheia de expectativa, e era o primeiro filho dela, tinha um peso diferente.

Aquele bebê não pôde ser salvo, e virou uma dor no coração dela, um ponto sensível que ela nunca tocava.

E justamente disso o Henrique veio falar.

Os olhos da Luana, que antes estavam totalmente calmos, finalmente mostraram uma oscilação de emoção que podia ser percebida:

— Henrique, tem certeza de que quer mesmo falar sobre isso comigo?

Henrique olhou nos olhos dela e sentiu uma pontada no peito.

— Me desculpa... naquela época, eu...

Luana o interrompeu:

— Mesmo que fosse agora, o resultado seria o mesmo. Você nunca quis aquele filho. Então me diz, por que falar disso agora? Pra me comover ou pra me irritar?

Ela se recostou na cadeira, o olhar firme e direto nele.

— Faz mais de meio ano que a gente não se vê. Não quero brigar nesses dez minutos. Não fala do bebê, porque não tem nada ali que valha a pena conversar. Se você insistir, só vai me fazer lembrar do quanto você foi um desgraçado.

Henrique ouviu tudo e, de repente, soltou uma risada amarga, de autoironia, com um toque de insanidade:

— Os outros brigam e chamam de química. A gente briga e só se fere.

Luana, eu sei que errei. Mas, às vezes penso... se nosso filho não tivesse morrido, será que o final teria sido diferente?

Luana ficou imóvel por um instante. Ela nunca tinha pensado isso:

— Esse tipo de suposição não faz sentido nenhum.

— E se eu insistir pra você pensar nisso?

— Eu decidi me divorciar de você por causa da maneira fria como agiu quando eu perdi o bebê. Você sabe muito bem o que estava fazendo naquele dia, não preciso lembrar. Eu ainda gostava de você quando tudo aconteceu... se você tivesse me amado, se tivesse me tratado bem, talvez eu ainda acreditasse no nosso futuro.

— Mas eu não perdi só o bebê. Você também nunca mudou. Até hoje, você só faz as coisas do seu jeito. Eu realmente não vejo nenhuma esperança… Daqui a alguns meses, vai fazer um ano que nos divorciamos. Mesmo que você mudasse tudo, o meu coração já não tem mais você há muito tempo. E além do Dante… não cabe mais ninguém.

Henrique ficou em silêncio por pelo menos um minuto.

Aos poucos, os olhos começaram a se avermelhar, mas não havia arrependimento algum neles.

Enxugou as lágrimas com um gesto displicente, quase insolente, parecia um louco.

— Luana, as suas palavras machucam demais... Como é que você pôde amar o Dante de verdade?

No dia em que voltou pra casa, Henrique passou o dia inteiro no quarto de Luana. Queria apenas ficar em um lugar que ainda tivesse o cheiro dela.

Sem conseguir dormir, deitou-se no chão.

Quando finalmente se levantou, tremendo, apoiou-se na mesa pra não cair, e sem pensar, abriu a gaveta da escrivaninha.

Estava cheia de pedaços de papel rasgado.

Ele pegou alguns, olhou os cantos e percebeu que eram trechos de diário dela.

Ele foi juntando tudo, aos poucos.

— Se for menino, o apelido vai ser Peludinho. Se for menina, Pluminha.

Porque você gosta de acariciar meu cabelo quando eu durmo ou quando estou doente. É quente, é aconchegante.

O rosto de Luana empalideceu.

Henrique continuou, sem parar:

— E depois encontrei um pedacinho de um relatório médico que você deixou rasgado. Pelas palavras que restaram, descobri uma coisa. Quando você não conseguia engravidar, tentou fazer fertilização in vitro. Foram coletados dez óvulos... mas eu não fui. Então os óvulos ficaram lá. Eu os levei pro exterior.

— Luana, nossos bebês já têm quase oito meses. Um menino. E uma menina.

Luana ficou completamente imóvel.

Henrique perguntou:

— Quando eles nascerem, me diz... o Peludinho e a Pluminha vão chamar o Dante de tio? Ou de padrasto?

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