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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 747

As palavras de Luana atingiram em cheio a alma de Henrique. E não era à toa, eles se conheciam demais. Sabiam exatamente o que dizer pra ferir um ao outro.

O que Henrique mais desejava era um amor incondicional, e ouvir aquelas palavras o destruiu por dentro. O rosto dele mudou completamente de cor.

— No fim, é só destruição mútua. Acha que eu tenho medo de você?

Luana se aproximou, segurou firme a gola da camisa dele e, com os olhos vermelhos, o encarou de perto:

— Eu já te disse uma vez, você é mesmo foda, sabia? Conseguiu fazer eu deixar de acreditar em casamento. E agora conseguiu outra proeza, provar que ser uma boa pessoa só faz a gente se ferrar. Você não quer tanto ficar comigo? Ótimo! Tô te dando a chance! Me conquista, vai! Quero ver até onde esse desgraçado aqui consegue chegar!

O que Henrique fez com ela já passava de qualquer limite emocional, era uma distorção completa da humanidade. Comparando os dois, Luana percebeu que tinha sido boa demais com ele. A partir de hoje, ela queria que Henrique se tornasse o cachorro dela, que se ajoelhasse aos seus pés, implorando por atenção, vivendo sem dignidade, preso pra sempre sob a sombra dela.

Tudo o que ele queria era amor? Pois bem, ela jogaria com esse desejo. Faria Henrique viver entre a esperança e o desespero, sabendo que jamais teria o que tanto sonhava.

— O que aconteceu hoje entre nós, você vai esconder do Dante.

As palavras dela o tiraram do transe. Henrique sorriu. Um sorriso distorcido, satisfeito. Gostava daquela nova Luana.

— Por quê? Você não quer que o Dante saiba? Vai enganar ele a vida inteira?

— Você acha que eu sou tão sem vergonha quanto você? Eu e Dante temos um acordo, tudo o que envolver você, eu mesma contarei a ele. Mesmo essa armadilha que você montou.

Pelo menos por agora, Luana não queria que Dante passasse por esse choque. Eles tinham combinado de voltar pra casa e preparar um jantar juntos naquela noite. Queria que, pelo menos naquele jantar, ainda pudessem rir um pouco.

— Vocês... um acordo? — Henrique quase perdeu o controle. O ciúme o deixou cego. — Tanto faz. Que acordo, que nada. Tudo o que vocês construíram, eu destruí, um por um!

Luana o encarou com os olhos vermelhos por dois segundos, depois o empurrou com força, pegou a bolsa e saiu, sem olhar pra trás.

Assim que entrou no carro, Luana pisou fundo no acelerador e dirigiu direto até a beira do rio. Lá, parou de repente.

Bateu o punho no volante e, enfim, desabou. Cobriu o rosto com as duas mãos e começou a chorar sem conseguir conter mais nada.

Mesmo que continuassem juntos, aqueles dois filhos estariam sempre ali, entre eles. Mesmo que ainda se amassem, esse amor teria nascido em meio a uma ferida enorme, e com o tempo, essa dor só cresceria.

O que ela mesma não conseguia suportar, como poderia exigir que Dante suportasse? Seria injusto demais com ele. Dante não era um homem cruel, não merecia carregar um fardo desses.

Pelo contrário, ele era bom.

Tão bom que Luana simplesmente não suportava a ideia de machucá-lo, de usá-lo, de sugar todo o calor que ele lhe dava... até deixá-lo exausto, destruído, coberto de cicatrizes por causa de um amor que só doía.

Então...

Terminar.

Ela realmente tinha que terminar com Dante.

O coração de Luana se torceu de dor, e as lágrimas começaram a cair sem parar.

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