Por conta do fuso horário, no país deles já era de manhã, então a ligação de Henrique não incomodaria o avô.
Luana estava no sofá folheando livros sobre cuidados com bebês.
Henrique falava ao telefone na área externa, sentado perto da janela de vidro.
Só avisar a família depois que o bebê nasceu… ele sabia muito bem que tinha feito merda e não teve coragem de abrir a boca antes, né?
A porta de vidro da sala estava aberta.
Luana podia ouvir a voz dele.
— Vô. — Primeiro, Henrique perguntou o que Álvaro estava fazendo, depois falou um pouco sobre trabalho, e só então entrou no assunto. — Eu e a Luana tivemos dois filhos.
Luana largou o livro e foi até a janela, olhando para ele friamente.
Henrique provavelmente estava ouvindo a enxurrada de perguntas de Álvaro, porque sua testa estava franzida. Quando percebeu a presença dela, a expressão suavizou, um sorriso frio nos lábios, claramente uma provocação direcionada a ela.
— Vô, a questão das crianças foi algo decidido por mim e pela Luana. Ela está adorando o novo papel.
— Ela já escolheu os apelidos, o nome mesmo o senhor escolhe.
— A menina se chama Pluminha, o menino é Peludinho.
— Depois eu mando vídeos dos bebês pro senhor.
Mais algumas palavras, e a ligação foi encerrada.
Henrique jogou o celular de lado e olhou para ela com arrogância:
— Algum problema eu ter falado assim?
Luana perguntou:
— Você virou do tipo que já não sente mais vergonha de nada?
A cara de pau dele era absurda. Ele ergueu a sobrancelha:
Henrique era prepotente, egocêntrico, fazia tudo do jeito que queria, quando queria, sem considerar ninguém. E ainda tinha poder pra tornar qualquer absurdo em algo razoável.
Ele acreditava que todas as maneiras com que ele se agarrava a alguém já eram amor, e, uma vez que colocava isso na cabeça, decretava que amar era assim mesmo. Ele não questionava, não refletia, não mudava.
Em alguns momentos, Luana até achava que gostaria de viver com essa falta de vergonha na cara, ser ácida, desestabilizar todo mundo e ainda se divertir sozinha.
Henrique recebeu o deboche, o rosto gelado. Ficou irritado por um tempo, e então disse:
— Luana, ninguém nunca me ensinou a amar. Então por que você não me ensina? Agora a gente tem filhos. A gente vai continuar se vendo. Dá pra cultivar algo nisso.
Luana franziu a testa:
— Você ainda acha que eu posso voltar?
— Eu sempre acho. Não vejo problema em achar. Luana, você já me amou. Amar de novo é tão difícil assim? Por que a gente não tenta mais uma vez?
Ele queria puxá-la para os braços naquele segundo, mas sabia que não podia. Se fizesse isso, levando em conta o pouco que a relação tinha amaciado por causa dos filhos, tudo iria por água abaixo. E esse prejuízo, ele não podia bancar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Que palhaçada... O capítulo 944, mesmo para quem tem crédito......
Quando vai sair os demais capítulos??...
🤦🏽♀️...
Já perdi a paciência, mta enrolação. Logo de cara já dá pra saber qm presta e qm não presta,, não precisa ficar repetindo a cada capítulo. Se eu tivesse visto a avaliação antes, nem teria perdido meu tempo....
A cada dialogo tem uma explicação enorme de pensamento e passado. Quanta encheção de linguiça...
Nossa,quanta enrolação...agora a irmã postiça entra em ação serão zilhoes de capítulos o história não chega ao fim nunca....
Muita enrolação... Uma história sem fim......
História sem fim......
Olá bom dia! Estou tentando desbloquear o capítulo 910 e está dando erro. Poderiam verificar para mim por favor....
Você começa uma história que tinha tudo pra ser ótimo, aí o autor foge totalmente da realidade, pense num arrependimento de ter começado, só pra ter raiva....