Henrique abriu a porta e saiu do carro imediatamente.
Léo veio logo atrás, e os seguranças das outras viaturas, todos de terno, também desceram um a um. O ambiente ficou pesado, frio.
Através do para-brisa, Henrique viu Dante sentado no banco de trás.
Da última vez que se encontraram, ele o vira forçando um beijo em Luana.
Henrique não conseguira suportar aquilo, o rosto dele se contorcia de raiva.
E agora, com Dante tendo sequestrado as crianças, ele deveria estar ainda mais furioso.
Mas, estranhamente, o que mais queria naquele instante era ver algo diferente no rosto de Dante, algo que o fizesse parecer um estranho.
Depois de tantos anos, só agora, quando Dante lhe tirou os filhos e declarou que queria criá-los até a maioridade, Henrique pareceu enxergar, pela primeira vez, o verdadeiro Dante, como se nunca o tivesse entendido de fato antes.
E isso o apavorava.
Não entender o inimigo significava estar em desvantagem.
Henrique não fazia ideia de onde estavam os limites de Dante, nem até onde ele seria capaz de ir.
O medo vinha da incerteza, e o Dante diante dele o ameaçava como nunca.
A sensação de estar sendo esmagado o deixava irritado e fora de si!
Por isso, ele queria o encarar o quanto antes, olhar nos olhos e descobrir se era real ou fingimento.
Dante logo desceu do carro também.
Os seguranças dos dois lados se alinharam, o clima ficou ainda mais tenso.
Léo parou de girar o terço no pulso e assumiu um tom diplomático:
— Sr. Dante, quanto tempo, hein?
Dante ainda teve calma pra inclinar a cabeça num leve cumprimento.
Mesmo numa situação dessas, ainda se dava ao luxo de cumprimentar alguém que não tinha nada a ver com o assunto.
Quando alguém já o irritava, não importava o que essa pessoa fizesse, qualquer gesto virava provocação e deixava Henrique ainda mais incomodado.
Henrique queria acreditar que Dante ainda era aquele homem lógico, capaz de dialogar, não um estranho imprevisível.
Mas Dante o desiludiu.
E o fez encarar a verdade:
— Henrique, eu tô falando sério... porque eu tô com raiva. Muita raiva.
O tom de Dante era calmo demais. Nada na voz combinava com as palavras.
Se estivesse mesmo tão furioso, devia ter perdido o controle, não? Devia mostrar raiva na cara! Ele parece alguém com raiva pra você?
Henrique ficou atônito:
— Tá tirando comigo, é isso?!
Dante o interrompeu:
— Você fez de tudo pra afastar a Luana de mim. Achou mesmo que eu continuaria engolindo tudo calado, como quando éramos crianças, e que nunca teria que pagar o preço por nada do que fez? Henrique, eu não vou devolver as crianças. Se tentar tomá-las à força…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Seria tão bom ler sobre a história que pagamos para ler, o casamento de Dante e Luana, saber como ficou o Henrique, as crianças e finalizar o livro. Ao invés de disso temos que ler a não sei quantos capítulos sobre a história de Júlia e David ( que poderia estar em um livro a parte de tão chata) Vamos autora, só de um fechamento a essa história infinita!...
Por que somente 1 capítulo por dia?...
Autora perdeu a imaginação? Já se passaram dias sem atualização. Espero que quando voltar, volte com todas elas......
Acabou no 1000 gente não tem continuação essa bexiga ?...
Que história mais enrolada... Acho que o autor não sabe mais o que escrever e está enrolando... Fora que é ridículo, um capítulo por dia....
Julia e Daivid aff muita enrolando sem graça...
A gente perde as moedas do nada... Comem as moedas, sem passar os capítulos....
É muita enrolação... Porque não soltam os capítulos?.. Estamos pagando e não conseguindo terminar essa história sem fim.....
Já era ruim com 3 capítulos por dia, agora com um só tá P E S S I M O, só queria terminar o livro logo...
Não consigo comprar ja tentei várias vezes está tudo correto....