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Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex romance Capítulo 890

— Do que você tem medo de mim? — Perguntou Dante.

— Tenho medo de quando você apontou a arma pro Henrique, medo da sua frieza e do seu jeito autoritário, medo de tudo o que fez que eu nunca imaginei... Tudo, absolutamente tudo, foi fora das minhas expectativas. Eu… não consigo entender o que se passa na sua cabeça, nem até onde vão os seus limites. É por isso que tenho medo de você.

Enquanto falava, os olhos de Luana ficaram vermelhos.

Os de Dante também. Ele apertou os lábios e começou a se aproximar.

Com um metro e noventa de altura, era como uma muralha diante dela.

Mesmo com mais de um metro e setenta, a diferença de porte era enorme.

Ele sozinho podia cobri-la inteira.

E ali era o território dele, podia fazer o que quisesse.

Com aquela pressão silenciosa, Dante fez o medo no coração de Luana aumentar ainda mais.

Ela foi obrigada a recuar.

Mas, a cada passo que ela dava para trás, Dante avançava um.

Até que, por fim, Luana encostou na parede, e Dante a cercou completamente.

As pupilas dela tremiam.

Parte dela dizia que ele não faria mal algum, que era Dante. Mas a outra parte, tomada pelo medo do desconhecido, fazia o coração bater na garganta.

As lágrimas subiram, o olhar dela estava cheio de defesa, e de lágrimas contidas.

Dante parecia completamente derrotado.

— Luana, você realmente acha que eu seria capaz de te machucar?

A voz dela tremeu:

— Não… não sei. Se você não fosse, por que me encurralaria assim?

Como da última vez, quando ele a beijara à força, machucando seus lábios, esmagando-a até que ela não conseguisse mais respirar.

Dante estendeu a mão e passou os dedos pelo rosto dela.

A ponta dos dedos deslizou pelo canto dos olhos, o branco já tomado de veias vermelhas, e depois desceu até as olheiras que nem a beleza natural de Luana conseguia esconder, revelando o cansaço, a ansiedade e o medo.

— Desculpa. Você ficou a noite inteira acordada, e de manhã ainda me viu com o Henrique… e agora tem que lidar comigo de novo.

Dante, no meio da frase, de repente a envolveu pela cintura e levantou Luana nos braços.

No instante em que a ergueu, sentiu que ela estava muito mais leve do que antes.

O rosto dela estava mais fino, e nos olhos havia um cansaço impossível de disfarçar.

Um ano atrás, ela tinha só vinte e quatro. Agora, vinte e cinco e, numa idade tão bonita, já carregava tanto peso.

Dante era cinco anos mais velho que Luana. Pela diferença de idade, era como entre ele e Júlia, ele também era, de certa forma, o irmão mais velho de Luana.

Por ser mais velho, deveria tê-la protegido, dado segurança, sido ele quem desse o primeiro passo.

Mas, no fim, sempre foi ele quem a “forçava” a fazer tantas coisas...

Dante percebeu profundamente que havia magoado e decepcionado Luana, e estava disposto a passar a vida inteira tentando reparar isso.

Mesmo sem palavras, a abraçou com mais força.

Mas quando finalmente aconteceu, seu coração estava estranhamente calmo.

Nada parecia insuportável.

Talvez ele soubesse que, por pior que ela imaginasse, ele ainda era um pouco melhor do que isso.

Colocou Luana com cuidado sobre a cama e sentou-se à beira, o olhar traçando o rosto cansado e abatido dela.

— Agora, tudo o que eu penso é em você. Não tenho cabeça pra mais nada.

Ao ouvir o tom de voz familiar e ver o olhar conhecido, a tensão de Luana diminuiu um pouco.

Mas e se fosse só mais uma encenação dele?

Ainda assim, não baixou totalmente a guarda.

— Então por que me trouxe pra cá?

— Está com fome agora? — Perguntou ele.

Ainda alerta, Luana respondeu por reflexo:

— Não muito.

— Então dorme direitinho.

Luana ficou imóvel, surpresa.

Dante tocou a testa dela com delicadeza, a voz suave, quase como se estivesse ninando:

— Dorme um pouco. Depois, quando acordar, toma uma sopa. Você está muito magra, precisa se alimentar direito.

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