LUCIUS
— Onde estão eles? - Perguntei, pegando a arma do homem mais perto de mim. Era Andro.
— Lá, chefe - Andro apontou para um dos quartos e eu chutei a porta aberta.
Cinco homens estavam lá, amarrados e de joelhos. Respirei fundo, passando os dedos sobre a arma na minha mão.
Os cinco gemeram enquanto levantavam a cabeça. Estavam vestidos com roupas casuais, mas eu tinha certeza de que meus homens não cometeram um erro.
— Não gostaria que isso demorasse muito, então vamos tornar isso o mais breve possível. Quem mandou vocês atrás da Lisa? - Perguntei, mas houve um silêncio completo na sala.
Grunhi e peguei com a mão a cabeça do mais perto de mim e bati sua cabeça no chão áspero.
— Aaaargh! - Ele gritou enquanto o puxava para cima e apontava a arma em sua cabeça.
— Quem diabos mandou vocês?
— Eu... Eu que me mandei - ele respondeu e bati o rosto dele no chão novamente, repetidas vezes até que seu rosto ficasse uma bagunça ensanguentada.
Empurrando-o para trás, coloquei a arma na cabeça de outro cara.
— Quem?
— Não vou te dizer - ele disse e senti que estava perdendo o controle.
Esses bastardos tentaram colocar as mãos na Lisa e machucá-la. Meu sangue ferveu só de imaginar o que teria acontecido se meus homens não estivessem por perto.
Eu não queria fazer isso. Eu não queria matar com minhas próprias mãos, mas estava perdendo o controle tão rapidamente. Eu me sentia tão sedento por sangue. Queria ver o sangue desses bastardos espalhado por toda a sala.
— Me tragam o porrete - rosnei com raiva.
Uma bala era uma morte muito prazerosa para eles. Eu queria esmagar suas cabeças.
— Aqui está, chefe - Andro me entregou o porrete depois de alguns segundos.
— Desgraçado - rosnei, esmagando a cabeça do cara que tinha falado comigo. Ele caiu no chão com a cabeça jorrando sangue e o corpo convulsionando.
Sem a menor hesitação desta vez, esmaguei sua cabeça repetidamente até que pedaços de sua carne se espalharam por toda a sala com seu sangue. Eu tinha feito. Matado depois de um ano inteiro em abstinência.
Olhei para minhas mãos ensanguentadas por um segundo e soltei um suspiro pesado. Ainda não me sentia satisfeito e minha raiva não tinha dissipado. Até descobrir quem exatamente estava por trás disso e assistir a pessoa queimar, eu permaneceria insatisfeito.
Deixando o porrete manchado de sangue no chão, estendi a mão para Andro, que colocou um lenço branco em minha mão. Limpei o sangue da minha pele, tornando o lenço vermelho. Deixei-o cair no chão e olhei para minhas mãos mais limpas antes de alcançar o segundo homem e agarrá-lo pelo pescoço.
— Quem é?- Perguntei e ele apenas tremeu.
— Não... Não me mate
Grunhi e apertei mais o pescoço dele.
— Se não quiser perder sua vida, apenas me diga quem mandou vocês - pedi, mas ele balançou a cabeça, sem dizer nada.
— Bem, aqui vamos nós então - me endireitei e segurei firme a cabeça dele.
— Sua última chance
Esperei mais três segundos, mas só havia gemidos e nenhuma palavra.
Ela parou na minha frente, o sorriso bonito, e eu apenas fiquei ali, olhando para seu rosto e me sentindo hipnotizado por seu sorriso. Antes que eu pudesse me dar conta, ela tinha envolvido os braços em volta de mim, me abraçando apertado.
— Seja bem-vindo de volta - ela disse suavemente e estava prestes a se afastar quando eu envolvi um braço ao redor dela, mantendo-a perto de mim. Segurá-la fez uma onda de emoções fluir por mim e durou um segundo antes que eu me afastasse.
— Você está bem? - Perguntei.
— Sim, estou muito bem. Você acha que aconteceu alguma coisa comigo? É por isso que pediu para me buscarem super rápido? Você disse que falaríamos sobre isso quando chegasse em casa - ela tagarelou.
Coloquei as mãos em seus ombros.
— Eu apenas tive um pressentimento ruim e queria que você estivesse em casa, segura - respondi.
— Você tem certeza? - Ela perguntou, claramente não acreditando totalmente.
Sabendo que eu tinha que tirar isso da cabeça dela de alguma forma, inclinei-me para olhar para seu rosto, segurando sua bochecha direita em minha mão.
— Sim, Docinho. Agora, papai precisa tomar um banho completo… - alcancei seus lábios com meu polegar e olhei em seus olhos com um olhar sedutor. Seu olhar curioso desapareceu, substituído pelo olhar de desejo que fez meu sangue ferver despertando meu membro.
O objetivo era seduzi-la, não ela a mim, mas quando se tratava de Lisa, eu sempre perdia o controle. Tanto físico quanto mental. E o controle emocional? Ainda tinha domínio sobre isso.
— Minha Docinho gostaria de me ajudar com meu banho?
Eu a vi engolir em seco enquanto deixava sua língua para fora e lambia a ponta do meu polegar.
— Sim, papai.
Muito levada, Lisa.

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