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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 1162

A Mansão dos Botelho ressoava com a loucura da paixão ardente que Teófilo e Patrícia compartilhavam no quarto.

Patrícia, exausta, mal conseguia levantar os braços, como se estes estivessem prestes a quebrar.

— Hoje, Jorge vai acompanhar as pessoas da família Martins, então você pode ficar aqui comigo.

Propôs ele, enquanto Patrícia, ainda ofegante em seus braços, tentava se recuperar dos eventos recentes.

— Me lembro de como você era sempre contido, quase austero em suas ações. Como se transformou nesse homem que agora se entrega tão livremente aos desejos?

Naquela época, Teófilo se sentava em uma cadeira com uma aura completamente desprovida de desejo, até mesmo o seu olhar para ela em casa era frio e distante.

Contrário ao agora, quando cada olhar de Patrícia era recebido com o entusiasmo de um cachorro grande que reencontra seu dono após dias de ausência, uma paixão tão intensa que ela mal podia suportar.

— Naquela época, eu era muito jovem e inexperiente sexualmente. — Confessou Teófilo, acariciando o rosto liso de Patrícia. — Paty, após tudo pelo que passamos, poder te abraçar novamente me enche de felicidade.

As pessoas frequentemente descobrem o que realmente desejam após muitos desvios.

Na juventude, somos frequentemente restritos por inúmeras coisas, até que perdemos a pessoa mais preciosa e passamos milhares de noites em arrependimento e incontáveis dias com remorso, até finalmente reencontrarmos aquela luz.

Não importa o custo, ele nunca mais queria voltar ao lamaçal escuro.

No fim da noite, Teófilo partiu relutantemente.

O drama havia finalmente chegado ao fim, e Patrícia, após uma noite de descanso, se sentia muito melhor.

Naquele dia, ela precisava aplicar uma injeção em Mariana.

Decidida, preparou o café da manhã cedo para Jorge, que, com uma expressão exausta e dedos pressionando as têmporas, provavelmente não havia dormido bem.

— Vovô Jorge, você ficou acordado até tarde novamente?

— A idade avançada afeta o sono.

Prestes a sair após colocar o café na mesa, Patrícia suspirou ao ver Jorge naquela condição.

— Se deite. Vou pressionar alguns pontos de acupressão para aliviar seu desconforto.

— Maitê, você realmente sabe muitas coisas.

— Aprendi bastante sobre medicina tradicional e farmacologia com Paloma.

Jorge, já mais relaxado, perguntou:

— Você sente falta dos seus parentes?

— Sentir falta não adianta, eu nem sei onde eles estão, quem eles são.

Sua voz carregava uma certa hesitação:

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