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Substituta como Começo, Verdadeiro Amor como Fim romance Capítulo 7

Às nove da noite, Antônia entrou no quarto principal trazendo apenas seu travesseiro e cobertor, que acabara de pegar no quarto ao lado.

Ela não tinha muitos pertences, visto que Alessandra sempre havia providenciado o melhor para ela.

No entanto, além do travesseiro e do cobertor, trouxe somente alguns livros de medicina que recebera de Fausto.

Assim que adentrou o cômodo, sentiu imediatamente a atmosfera gélida e opressora.

Três jovens médicos, vestidos de jaleco branco, estavam encostados no batente entalhado da porta, como se cumprissem uma punição.

Sem perceber, Antônia apertou com força a ponta do cobertor, paralisada na entrada, sem coragem de avançar.

“Todos vocês, sumam daqui!” A voz de Arnoldo ecoou em um rugido, causando um estremecimento em todos no ambiente.

O homem encontrava-se recostado na cama hospitalar elétrica, com o rosto frio como uma lâmina de gelo.

A franja despenteada caía sobre as sobrancelhas, e seu olhar cortante intimidava qualquer um que ousasse se aproximar.

Mesmo à distância, Arnoldo conseguia deixar Antônia ansiosa e desconfortável.

“Sr. Machado, antes de o senhor entrar em coma, fui eu pessoalmente quem o ajudou a se higienizar. O senhor tem mobilidade reduzida e precisa de auxílio para o banho.”

Quem falou foi Leôncio Rabelo, o assistente pessoal de Arnoldo, conhecido por sua competência.

Diante da expressão sombria e furiosa de Arnoldo, Leôncio manteve-se impassível, com um sorriso controlado e cortês.

Era evidente que se tratava de um profissional experiente, preparado para lidar com qualquer situação.

“Sumam!” As duas palavras saíram entre os dentes de Arnoldo, envoltas em uma frieza cortante.

O medo fez com que os pelos da nuca de Antônia se arrepissem.

Era claro que a paralisia física havia sido um choque e um trauma profundo para Arnoldo.

Por isso, tornara-se emocionalmente instável, irritadiço e avesso a qualquer aproximação.

“O que aconteceu?” Alessandra apareceu às pressas, alertada pelo barulho.

Ao notar o clima gélido no quarto, lançou um olhar para Antônia antes de se dirigir a Arnoldo: “Por que está gritando? Ouvi lá embaixo.”

“Antônia é sua esposa. Ela vai ficar aqui para cuidar de você. Por que está gritando?” Alessandra fitou o filho com severidade.

Não importava o quão poderoso Arnoldo fosse no mundo exterior, diante da própria mãe, sua postura dominante sempre diminuía um pouco.

Arnoldo permaneceu em silêncio, sem responder.

“Sr. Machado não deseja que a equipe o auxilie no banho, não está gritando com a senhora.” Leôncio explicou, resignado.

“Ah, desde pequeno ele sempre foi orgulhoso. Já era independente aos três anos. Agora, com 26, é claro que não vai gostar que outros homens o ajudem a se banhar.” Alessandra olhou para o filho, que mantinha a expressão fechada, e suspirou.

O olhar gélido de Arnoldo pousou sobre Antônia, que permanecia imóvel:

“Está esperando o quê? Venha logo me ajudar no banho!”

O mesmo homem que há pouco recusava o banho e estava irritado agora voltava a exibir sua postura altiva e soberana.

Antônia rangeu os dentes em silêncio: Sabia que ele só queria se impor! Se tivesse tomado banho com aqueles quatro homens, teria aprendido a ser mais humilde!

Resignada, aproximou-se do banheiro.

O ambiente já estava tomado pelo vapor d’água.

Ela se aproximou e, com esforço, desabotoou o roupão que estava sob o peso do corpo dele.

Por sorte, desde pequena estava acostumada com trabalhos pesados e tarefas domésticas, então era forte.

O roupão deslizou, revelando o corpo atlético e definido do homem, sem nenhum véu de pudor.

O rosto de Antônia ficou imediatamente ruborizado; apressada, enrolou o roupão e o cobriu de qualquer jeito na região inferior, escondendo o que poderia despertar fantasias.

“Cobra… cubra a barriga, para não pegar friagem.”

Ela murmurou consigo mesma, tentando disfarçar o constrangimento.

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