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Traficada para o Dom romance Capítulo 7

Sierra

Os gemidos e gritos da mulher continuam por quase toda a noite, ecoando pela casa inteira.

Não preciso nem dizer que não dormi nada, não só pelo barulho, mas porque por algum motivo aquilo me incomodou profundamente.

O que é ridículo, não tenho nada a ver com a vida daquele monstro, por mim ele pode fazer o que quiser desde que fique longe de mim.

Mesmo cansada e com sono após uma noite mal dormida, eu me forço a levantar da cama e ir tomar um banho.

Após isso, coloco um dos vestidos longos que está no closet do tipo que sempre usava no convento e prendo os meus cabelos úmidos em um coque baixo.

Meu estômago ronca, mas não estou a fim de descer para o café da manhã e ver o Matteo depois da cena que testemunhei ontem.

Então, faço o máximo, ignorando a dor em meu estômago e vou até a janela, olhar os jardins e tentar inutilmente ver além daqueles muros autos ansiando pela minha liberdade.

Uma lágrima solitária escorre pelo meu rosto quando lembro que nesse momento era para estar vivendo a expectativa da escolha da faculdade para onde eu iria após me formar na escola, eu finalmente seria livre para dar os meus próprios passos.

Tudo isso foi cruelmente arrancado de mim, não terei mais um futuro, não serei mais uma escritora como sempre sonhei.

Batidas soam na porta, tirando a minha atenção da janela.

..._ Senhorita Sierra, está acordada? O dom a aguarda para o café da manhã.

Uma voz feminina diz do outro lado.

Suspiro alto e vou abrir a porta, me deparando com uma garota bem jovem, ela deve ser só um ou dois anos mais velha que eu.

Sierra_ Oi, quem é você?

… _ Desculpe, senhorita, sou Gemma, uma das empregadas.

Sierra_ Oi, Gemma, sou Sierra, mas acho que você já sabe disso.

Gemma _, Sim, todos sabem sobre a noiva do dom.

Sierra_ Noiva?

Gemma_ Oh, eu disse noiva? Onde estou com a cabeça, quis dizer a convidada do dom.

Ela se corrige, parecendo apavorada.

Gemma_ Ele está esperando a senhorita para o café da manhã, queira me acompanhar, por favor.

Sierra_ Não estou com fome.

Gemma_ não faça isso, o dom odeia ser contrariado, não dificulte as coisas para si mesma.

Um arrepio passa pelo meu corpo quando lembro dele, me arrastando pelos cabelos até o banheiro e rasgando as minhas roupas. Não posso passar por aquilo novamente.

Pensando nisso, eu assinto e sigo a Gemma até a sala de jantar, antes mesmo de fazer contato visual com ele já sinto o meu rosto queimando de vergonha. É inevitável tentar impedir o meu cérebro de repassar toda aquela cena em minha mente.

Assim que nossos olhos se encontram, ele me olha com a frieza e indiferença, mas há alguma outra coisa que eu não sei dizer o que é.

Matteo_ Sente-se.

Ele diz, voltando a sua atenção para o seu prato e antes que eu me mova, escuto uma risada debochada atrás de mim, o som é irritante e de alguma forma sei que sou o motivo desse deboche.

Olho para trás e vejo a mulher que estava com o Matteo ontem à noite. Provavelmente deve ser a namorada dele.

Ela me olha da cabeça aos pés com desdém e solta outra risada.

… _ Então, essa é a coitada? Ela se veste como a minha avó.

Matteo_ Cala a boca, Caterina, você fala demais.

Caterina_ Então ela não sabe de nada?

Olho para ela, confusa.

Sierra_ Não sei o quê?

Caterina_ Que você é a...

Matteo_ Chega, Caterina! Pegue as suas coisas e coloque a sua bunda para fora daqui.

Ele diz em tom autoritário, sem dar espaço para discussão.

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